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Wagner Moura critica política migratória dos EUA: “Até eu tenho medo de me deparar com o ICE”

Indicado ao Oscar por “O Agente Secreto”, ator baiano falou ao jornal espanhol El País sobre imigração

Por Da Redação
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Wagner Moura critica política migratória dos EUA: “Até eu tenho medo de me deparar com o ICE”

Foto: Divulgação

O ator baiano Wagner Moura afirmou que teme uma eventual abordagem de agentes do U.S. Immigration and Customs Enforcement (ICE), órgão responsável pela fiscalização de imigração nos Estados Unidos. A declaração foi dada em entrevista ao jornal espanhol El País, na qual ele comentou o cenário político norte-americano e as políticas migratórias adotadas durante o governo de Donald Trump. Indicado ao Oscar de Melhor Ator pelo filme O Agente Secreto, Moura disse que o atual contexto político o preocupa.

“Estamos atravessando um momento muito feio; até eu tenho medo de me deparar com o ICE. Digo isso porque reajo de maneira explosiva quando vejo uma situação de injustiça ou de autoritarismo diante dos meus olhos. E agora não sei se conseguiria fazer isso, porque esses caras podem te matar, como vimos”, declarou.

Durante a entrevista, o ator traçou um paralelo entre Brasil e Estados Unidos, afirmando que, em sua avaliação, movimentos de extrema direita costumam direcionar ataques a artistas, jornalistas e instituições acadêmicas.

“Vivemos tempos muito tristes. É curioso como se repetem os mesmos padrões que ocorreram no Brasil. Por exemplo, demonizar os atores, os artistas, os jornalistas e as universidades. A extrema direita no Brasil foi muito eficaz em transformar, diante das pessoas, os artistas brasileiros em inimigos do povo”, afirmou.

Moura também comentou o papel das redes sociais nesse cenário. Segundo ele, houve ingenuidade inicial ao enxergar plataformas digitais apenas como ferramentas democráticas.

“Há cerca de dez anos, no Brasil, fomos muito ingênuos. Pensávamos que o Facebook podia ser uma ferramenta de conexão, de mobilização das pessoas e de democratização da informação. Hoje é evidente a união entre os oligarcas da tecnologia e a extrema direita. De alguma forma, nós, os progressistas, perdemos a batalha das redes sociais. Mas é preciso continuar insistindo, continuar lá, com pequenas desobediências”, concluiu.

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