Wesley Mendes defende combate ao racismo religioso no ambiente escolar
Candidato a deputado federal pelo PSOL destaca importância do ensino de cultura africana e afro-brasileira nas escolas

Foto: FB Comunicações
O Podomblé recebeu Wesley Mendes, candidato a deputado federal pela Bahia nas Eleições 2026, para uma conversa sobre sua trajetória e atuação política no especial Elições - “Preto Eleito é Nosso Direito”. Aos 33 anos, o soteropolitano, conhecido como Ogã Wesley, é vice-presidente do Afoxé Burukô e atua na valorização da cultura afro-brasileira e das religiões de matriz africana.
Durante a entrevista, Wesley destacou a necessidade de ampliar a conscientização sobre a cultura africana e afro-brasileira no ambiente escolar. Para o candidato, o debate também deve envolver as famílias dos estudantes, diante de episódios de resistência e conflitos relacionados ao ensino desses conteúdos.
“Os pais dos alunos, porque recentemente nós vimos um caso que a polícia entrou na escola por causa de uma imagem de Ansan, que a criança desenhou. É preciso conscientizar esses pais também sobre o ensino da cultura africana e afro-brasileira nas escolas.”
Wesley relacionou as dificuldades enfrentadas por professores para abordar a temática à permanência de práticas de intolerância e racismo contra religiões de matriz africana. Segundo ele, o problema ultrapassa o ambiente escolar e está relacionado a processos históricos vivenciados pela população negra no país.
“Eu acho que não só nas escolas, mas no Brasil como um todo. É resquícios dos fatores históricos que os nossos povos viveram para vir para cá. Então, desde lá para cá, que nós somos perseguidos. Nós sofremos intolerância, racismo.”
Ao abordar os desafios para enfrentar esse cenário, o candidato defendeu a necessidade de romper com a repetição de práticas discriminatórias e construir novas formas de convivência e respeito à diversidade religiosa.
“É um trabalho muito árduo ter que conseguir desconstruir isso tudo, porque é a história que vem se repetindo cada vez mais. Temos que encontrar um ponto para dar um basta nessa história e recriar, não recriar, mas fazer daqui para frente uma nova história.”


