Zé Roberto projeta aposentadoria da Seleção feminina após Olimpíadas de 2028
Tricampeão olímpico está à frente da equipe desde 2003 e vê Paulo Coco, atual auxiliar, como possível sucessor.

Foto: Mauricio Val/FV Imagem/CBV
À frente da Seleção Brasileira feminina de vôlei desde 2003, Zé Roberto já projeta o fim de sua trajetória na equipe nacional. Em entrevista exclusiva ao Lance!, divulgada na terça-feira (13), o treinador revelou que pretende se aposentar da Seleção após as Olimpíadas de Los Angeles, em 2028.
Tricampeão olímpico, Zé Roberto reconhece que a decisão não será simples, principalmente pela relação construída com a equipe ao longo de mais de duas décadas. O treinador afirmou que sentirá falta da adrenalina da profissão e dos momentos vividos com a Seleção, mas destacou o significado de ter representado o país durante toda a carreira.
"Era um sonho de criança e uma das coisas que eu mais gosto na vida é de representar o meu país. Eu sinto orgulho disso, e quando você deixa tudo para trás, é um sentimento difícil", afirmou.
Pensando na continuidade do trabalho, Zé Roberto também falou sobre quem poderia assumir o comando da equipe depois de sua saída. Entre os nomes, o treinador citou Paulo Coco, seu auxiliar há vários anos, e destacou a evolução do profissional ao longo do período em que trabalharam juntos.
"Ele tem trabalhado comigo há muitos anos e está cada vez melhor", disse Zé Roberto.
O treinador ainda afirmou que gostaria de participar da escolha do próximo comandante, embora reconheça que a decisão final caberá à Confederação Brasileira de Voleibol (CBV). Para ele, a experiência acumulada ao longo dos anos pode contribuir para a definição do sucessor.
"Gostaria de participar da escolha, porque eu tenho visto, convivido e acompanhado o trabalho de vários treinadores. Lógico que a confederação é que vai ter a decisão final, mas eu tenho certeza de que eles também vão pedir a minha opinião", afirmou.
Até a despedida projetada para 2028, Zé Roberto terá mais um ciclo olímpico pela frente em busca de ampliar a história construída com a Seleção feminina.


