Zema e Caiado debatem possibilidade de união para chapa presidencial
Pré-candidatos à presidência se encontraram em São Paulo na última terça-feira (26)

Foto: Divulgação/Governo de SP
Os pré-candidatos Ronaldo Caiado (PSD) e Romeu Zema (Novo) deram início publicamente a chance de uma eventual aliança para disputar as eleições presidenciais em 2026. O debate foi reforçado depois do encontro entre os dois políticos, que aconteceu em São Paulo, na última terça-feira (26).
Em entrevista realizada nesta quarta-feira (27), Caiado disse que Zema é "uma pessoa aberta" e afirmou que os dois estão considerando a aliança política, destacando que é "preciso ter humildade" para poder reconhecer que as pré-candidaturas de Lula (PT) e Flávio Bolsonaro (PL) ainda comandam o cenário eleitoral.
“Ele é uma pessoa aberta. Estamos avaliando. Nesse momento, as duas candidaturas [Lula e Flávio Bolsonaro] estão em uma posição, que é preciso ter humildade para reconhecer, bem acima de nós. No momento em que nós unirmos forças, elas poderão chegar fortes só no segundo turno ou poderão chegar competitivas ainda no primeiro turno”, disse Caiado para a Rádio Nova Difusora.
A recente pesquisa Datafolha, que foi divulgada na semana passada, aponta que o ex-governador de Minas Gerais registra 3% das intenções de voto e Caiado aparecem com 4%. O presidente Lula (PT) estava com 40% enquanto o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) registrou 31%.
Pelo lado de Caiado, integrantes do PSD defendem que Romeu Zema seja vice em uma possível chapa. Aliados do ex-governador mineiro também admitem os bastidores, a chance de composição, mesmo que reconheçam que ainda não existem acordo sobre quem comandaria a candidatura.
O próprio Zema comentou sobre o caso ao longo de um evento com investidores em São Paulo. O ex-governador de Minas disse que os diálogos sobre alianças são naturais no momento, mas destacou que as definições costumam ocorrer somente próximo ao prazo final para registro das chapas na Justiça Eleitoral, em 15 de agosto.
O ex-governador reforçou a boa relação que tem tido com Caiado e outros governadores, a exemplo de Tarcísio de Freitas (Republicanos), de São Paulo, e chegou a considerar a possibilidade de uma composição em que o governador de Goiás fosse o vice: “Por que não ao contrário?”.
Aliados de Zema destacam que ainda é precoce para uma definição e compreendem aguardar o cenário eleitoral amadurecer para compreender quais candidaturas terão mais potencial de crescimento nas pesquisas. A avaliação é de que tanto o governador de Goiás quanto o ex-governador de Minas disputam um eleitoral parecido: o voto anti-PT que também possui resistência ao bolsonarismo.
Existem pontos consideráveis para uma aliança entre os governadores, como o tempo de televisão. Aliados do ex-governador de Minas consideram que o PSD, partido de Caiado, poderia assegurar uma estrutura mais forte de campanha. Outro ponto a se considerar é que caso ocorra uma aliança, existe expectativa de que um auxilie a abrir caminhos para o outro em Minas e Goiás.


