A estrela dançante

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A estrela dançante

Em “Assim Falava Zaratustra”, Nietzsche alertou a humanidade que era “preciso ter ainda um caos dentro de si para poder dar à luz uma estrela dançante”. O caos já temos de sobra. Ele não passa de um estado de absoluta desordem moral, onde nada mais tem estabilidade, é o reino da confusão e da amoralidade. O caos é a justiça brasileira, encarnada em sua suprema corte - o STF. 

A estrela dançante é nossa meta. A busca de uma ética compatível com nossas aspirações e a conquista plena das liberdades e dos direitos fundamentais do povo.
Ainda agora, a Nação chocada e estarrecida assistiu a desonra da lei, perpetrada pelo Ministro Flávio Dino, num flagrante deplorável em que revogou decisões legítimas e legais do Ministro André Mendonça do TSE e conferiu à desinformação, felizmente já revogada pelo Ministro Fux, o status de verdade, oferecendo à opinião eleitoral do povo o prato da vigarice lulista.

A trupe de magistrados corrompidos e politizados, até eles, não se entendem mais. Em 31 de agosto deste ano, Alexandre de Moraes, em palestra sobre “Voto e Democracia no Brasil, na Faculdade de Direito da Universidade de São Paulo disse que “o Brasil subestimou grupos extremistas que usam as redes sociais para desinformar” e chamou a atenção para os candidatos às próximas eleições de outubro que poderão ter suas candidaturas cassadas.

A decisão recente do Ministro Flávio Dino colide frontalmente com as afirmações do leguleio Moraes, fazendo crer que a superior corte de justiça do país é na verdade uma casa de Noca, cujas opiniões do donos da verdade variam conforme as necessidades momentâneos dos seus chefes políticos. 

Mas não param por aí a balbúrdia desses peraltas togados. Flávio Dino, sempre travestido em linguagem rebuscada e oca de argumentos respeitáveis, quando não de aristotélicas citações falsas, invadiu a seara privativa do tribunal eleitoral e, mais que isso, afrontou competências de outros juízes devidamente estabelecidos, como se ele fosse a prima dona da lei.

Valhe-se o juiz que atropela os tribunais e os ritos legais, da indolência de um presidente do STF que nada faz ou que o que faz parece ser reconhecer o ato ilegal, concedendo ao tribunal superior a oportunidade de examinar a esdrúxula medida do juiz falastrão, quando deveria, simplesmente, revoga-la. 

Desse modo leniente e acolhedor de ilegalidades, o tribunal superior promete mais uma reunião de xingamentos, provocações e impropérios, que faz deste egrégio órgão de justiça o mais torpe e vergonhoso de nossa história judiciária.

E o que a inepta e indecente medida adotada pelo Ministro Dino, ciente que é do caos que instala no tribunal, pretende alcançar, senão provocar um ambiente caótico e repleto de desconfianças, mentiras e acusações mirabolantes, produzidas pela criatividade malévola dessas cassandras do golpismo, tantas vezes repetido em nome da democracia. 

Quem não percebe que se trata de um plano articulado e planejado, desde a escolha do ministro relator até o uso indecoroso e falso de uma bela tradição do povo brasileiro, a devoção a Nossa Senhora Aparecida, melhor dizendo com as palavras de Chesterton que considerava a “tradição a democracia dos mortos”.

Quem não percebe a diferença temática das campanhas eleitorais? Uma, a de Flávio, denuncia a corrupção real e verdadeira, o desastre econômico do governo, a ditadura implantada no país, etc... A outra, do Lula, baseia-se em mentiras sobre intervenções estrangeiras inexistentes, benesses e prodigalidades eleitoreiras, perseguição política nos tribunais superiores, o caos judiciário e tantos outros!!!

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