Já disse, repetidas vezes, que não me arvoro a jurista, numa terra onde eles são muito e luminares. Isso não quer dizer que sou da classe dos cidadãos, opacos e mornos, que se escondem na confortável condição dos que dizem, como no brocado popular, “me enganem que eu gosto”.
Envoltos na densa floresta de informações que se multiplicam diariamente na imprensa e nas redes sociais, mal nos chocamos com uma informação e logo uma outra nos surpreende com o seu teor de imoralidades e falcatruas.
Estou certo, que tudo isso é para nos confunde e desvia da verdade, cuja voz se enfraquece, amofinando as nossas forças, abatidas em face desse Brasil calamitoso. Não é por outra razão que não perco tempo com as aleivosias de Gilmar Mendes, as diatribes verbais de Flávio Dino, as insignificâncias de Cristiano Zanin, as bruxarias de Carmem Lúcia etc... Faltam a todos eles (o que sobre em Alexandre de Moraes) os supremos virtuosos que se consideram, “a feérica, a irisada, a multicolorida variedade do vigarista”, na palavra de Nelson Rodrigues.
Ninguém me tira do sério, a não ser o ínclito Presidente do STF, Ministro Edson Fachin, a quem cabe superar toda essa baboseira e pautar o que pede o Ministro Relator do caso Master, André Mendonça, e convocar imediatamente, sem delongas, o colegiado do STF para apreciar a abertura do inquérito sobre os supostos crimes cometidos pelo Ministro Alexandre de Moraes e determinar a sua prisão preventiva, em benefício das exigências processuais.
Não se diga, em nome do “juridiquês”, que o Ministro Fachin está limitado pelos ritos processuais, pois tal suposição contraria a opinião exarada por valorosos juristas e mais de dez ex-presidentes da suprema corte. Será o Presidente do STF um gênio para si mesmo concebido ou sua manobra implica em uma tática diversionista, a fim de retardar para as calendas gregas e maior e mais devastadora crise de nossas instituições, cuja sobrevida ninguém ousa contestar, todavia.
A evidente postergação das decisões contraria o espírito de urgência reclamado pela maioria esmagadora da nação, revoltada pelo comportamento nefasto de agentes públicos, cujo único dever é ser honesto e demonstrar a sua honestidade e decência, sob a vigilância legal da Constituição e das leis.
Que pretende, afinal, o inefável presidente, senão impedir que a Nação retorne imediatamente ao império do direito democrático, de que foi subtraída pelo violação do estado de Direito e pelo desvario perdulário e imoral da corrupção?
Outra leitura do panorama político e legal porque o país atravessa, significa compactuar com uma condução do caso Master, baseada em pressupostos que tanto a opinião pública brasileira, quanto a internacional deram provas cabais de sua incompatibilidade com princípios fundamentais do Direito.
Repito: sequer vou abordar o desmonte de nosso ordenamento jurídico pelos atos ilegais praticados pelo Diretor da Polícia Federal, devidamente demitido de suas funções, pelo Ministro Mendonça, porém trazer à nossa reflexão as palavras de um dos grandes líderes da humanidade, Winston Churchill, segundo o qual “é uma loucura como algumas pessoas não precisam de provas para acreditar em uma mentira, mas exigem provas infinitas para aceitar a verdade”.
O Ministro Alexandre de Moraes está incurso e ainda não condenado, pelo menos, nos seguintes crimes elencados no Código Penal: Prevaricação, Falsidade Ideológica, Corrupção Passiva, Advocacia Administrativa, Associação Criminosa. Com a palavra a suprema corte!
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