A paz armada 2

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A paz armada 2

O discurso do Presidente Donald Trump dirigido ao povo americano, no qual enfatiza o estado atual da guerra entre os EUA e Israel contra o Irã, deixa claro que a potência norte-americana encontra-se muito próximo de alcançar seus principais objetivos. Entre estes, Trump anunciou o desmonte completo do programa nuclear do inimigo e assegurou que o Irã não será possuidor de uma bomba  atômica. Do ponto de vista militar, acrescentou que as  ações desferidas pelo mais poderoso complexo militar do mundo exterminaram a resistência iraniana, destruindo o sistema de defesa aérea, a marinha de guerra, o poder  balístico, as bases operacionais da Guarda Revolucionária e eliminando os líderes do regime teocrático vigente no Irã.

Em resumo, ainda que sem minúcias a respeito dos êxitos norte-americanos, a eliminação dos principais líderes não representaram o fim do regime político dos aiatolás, fundado sobre o fundamentalismo islâmico e seu séquito de horrores, já descritos aqui mesmo e por dezenas de analistas abalizados, além das vozes emanadas de uma população martirizada pelas regras sociais desumanas praticadas em nome de Deus islâmico.  

O desmoronamento do regime político iraniano, a despeito do desaparecimento de seus principais corifeus e dirigentes, desde o topo até as centenas de lideranças abatidas pelos bombardeios dos norte-americanos aos aparatos militares, certamente trincou, mas não e até agora, fizeram sucumbir o mais infame dos regimes políticos existentes na atualidade.
Em seu aclamado pronunciamento, o Presidente dos EUA considerou que já tinha feito o necessário e que cabia aos próprios iranianos dar cabo do regime, contra o qual já vêm lutando há muitos anos e enfrentado um verdadeiro, genocídio patrocinado pelo Estado, desde as priscas eras do aiatolá Khomeini, o fundador da República Islâmica, na qual exercia o poder supremo transmitido por Deus.

Nestas circunstâncias, uma questão política estratégica de alta relevância se impõe. O desbaratamento do programa nuclear iraniano e sua destinação militar, uma vez admitida a sobrevivência do regime marcado pelo caráter racista, pela superioridade religiosa e as ambições mundiais da “sharia”, dificilmente desistirá de restaurar seus objetivos nucleares, se deles dependem suas ambições de dominação e extermínio dos que consideram seus inimigos insuperáveis.

Não será o regime nutrido pelo racismo e pela visão de mundo teocrática, o elemento ideológico absolutamente avesso ao reconhecimento do indivíduo e apegado a um tipo altamente nocivo de coletivismo, que alimenta o desvario de uma civilização que abandonou suas origens, espelhadas no humanismo do rei Ciro, a fim de aderir ao absolutismo xiita? 
Considerando esta visão realista, o que nos aguarda para o futuro é uma nova e inevitável Paz Armada, tão ameaçadora quanto foi a primeira e mais destrutiva, tal como está contido nas promessas de uma civilização desvairada e cruel, como tem sido o fundamentalismo islâmico.

Os Estados Unidos da América têm propagado mundo afora os valores constitutivos da nossa civilização ocidental. Foi assim na Venezuela, tem sido assim em Cuba, será no Brasil sob a ditadura da Toga e foi, contundente e lúcida, nas Conferências europeias. Os discursos memoráveis do Vice-presidente Vance e do Secretário de Estado, Marco Rúbio, são peças indeléveis diante do enigma dos europeus, vivenciado em suas atuais contradições e dificuldades econômicas e culturais, embora até o momento não tenham aprendido as lições que lhes foram ministradas. 

A meia noite e um minuto de hoje, a frustação com o acordo de paz proposto pelo Paquistão, faz a guerra continuar seu rumo. É muito provável que os EUA intensifique as ações militares, considerando as palavras de Trump e a queda do combalido regime iraniano serão favas contadas.

A dissolução do totalitarismo islâmico é missão mais abrangente, que deveria  envolver os países membros da OTAN. Esta exigência extensiva à Europa se dá, não apenas em razão dos prejuízos decorrentes da elevação dos preços dos combustíveis fósseis, provocado pelo fechamento do estreito de Ormuz, mas principalmente em razão dos valores morais e culturais formadores da própria existência da Europa enquanto civilização.

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