DEU CHABU!

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DEU CHABU!

As negociações de paz entre os EUA e o Irã, realizadas no Paquistão e por iniciativa deste país, não evoluíram um milímetro sequer. Segundo o principal negociador norte-americano, o Vice-presidente Vance, depois de vinte e uma horas em que os negociadores estiveram frente a frente, o entrave principal foi o programa nuclear do país islâmico.

O impasse de Genebra, no final de fevereiro, reviveu com toda a força, levando o Irã a rejeitar a proposta norte-americana de abandonar o enriquecimento de urânio e dotar a República dos Aiatolás de um artefato nuclear.

Os EUA acreditavam que o Irã, depois da demonstração de força norte-americana, expressa em treze mil alvos atingidos com os bombardeios aéreos levados a cabo na guerra, a destruição da marinha de guerra, das bases militares da Guarda Revolucionária, a eliminação dos principais líderes do regime iraniano, este país estava em condições de ceder às exigências mundiais de ostentar uma arma nuclear.

Ledo engano. O fundamentalismo islâmico não abria mão de obter a conversão do mundo às suas crenças religiosas, consignadas em seu poder militar, ainda que o apaziguamento propalado por alguns países europeus pudesse atenuar a decisão norte-americana de impedir, a todo o custo, a pretensão iraniana.

Na presente situação o regime teocrático do Irã não hesitou em discutir a sua principal arma: o caos econômico. O caos provocado pelo fechamento do Estreito de Ormuz, que feria no coração os interesses de grandes potências mundiais.

Sem dúvida, que o controle desta importante hidrovia para o comércio mundial, tem um papel decisivo para os países que necessitam importar petróleo e os tem no petróleo sua principal riqueza, representando deste modo uma vantagem que, segundo o Jornal New York Times, é  suficiente para colocar o Presidente dos EUA diante da difícil opção entre escolher uma longa negociação ou desferir a ação militar terminativa da guerra e do próprio regime teocrático do Irã.

O que deseja o país islâmico exprime o falso sentimento que saíram vitoriosos da guerra, simplesmente porque sobreviveram ao inferno causado pelas bombas norte-americanas, o que nada indica que sobreviverão à uma nova tempestade militar e ao julgamento moral a que estão sujeitos, perante o mundo civilizado.

A ser verdadeira a disjuntiva estabelecida pelo importante jornal norte-americano, é difícil saber por qual caminho optará o Presidente Trump, sobretudo levando em conta aspectos contraditórios da aliança transatlântica e o próprio cenário político interno dos EUA.

O “chabu” das negociações ocorrerá toda vez que os xiitas do Irã, trazerem à mesa dialogal suas absurdas exigências, com o fito de perseverar num conflito, o qual somente se justifica pelo radicalismo dos seus projetos de futuro. O Presidente Trump, frente a este jogo macabro, assumiu, desde já, a missão de desobstruir o Estreito de Ormuz.

Contudo, a meu ver, fica mais evidente, que o fanatismo do regime não deixa de ser a fonte inspiradora dos seus próprios devaneios e o futuro, não importa o tempo necessário à sua realização, é parte constitutiva do fundamentalismo islâmico.

O mundo árabe circundante e a própria Europa - insegura quanto aos seus fundamentos filosóficos e morais – têm consciência dos riscos e ameaças a que estão sujeitos, não apenas em relação à uma bomba atômica em mãos de um regime irresponsável e seus proxies terroristas. Muitos países europeus dão sinais visíveis quanto ao se pode chamar de invasão islâmica. São conhecidas as medidas adotadas por esses países no endurecimento da política migratória, proibição de véus e outra medidas culturais, fechamento de mesquitas e associações mulçumanas.

Comentários

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Lidia Maria Leal Santana
Enquanto isso o Brasil arquiva projeto de lei que proibia a lei da sharia em território nacional.
Lidia Maria Leal Santana
Enquanto isso a Câmara dos deputados arquiva projeto que proibia a implantação da lei da soaria no Brasil.

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