A SOBREVIVÊNCIA

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A SOBREVIVÊNCIA

Ontem, dia 05 de outubro, foi o dia que festejamos, por coincidência ou não, um dia após as eleições presidenciais, o dia da sobrevivência. Anos a fio, temos trazido à tona a promulgação da Constituição Cidadã, desta vez porém, quando completa 38 anos, convém denominar esta grande efeméride como o dia da sobrevivência.

Justamente porque as eleições que se realizaram no país iniciou um processo político de recuperação da lei e da própria Constituição, afrontada e por que não, demolida, ainda que resistisse a seus próprios destroços, a despeito de tudo.

As eleições do de 04 de outubro representaram a exumação de um corpo constitucional que se supunha morto e encontraram-no, para a grandeza da Nação, mais vivo do que nunca, a demonstrar que o poder constituinte do povo é imortal e poderoso. 

A vitória de Flávio Bolsonaro no primeiro turno eleitoral - a alternativa lúcida ao totalitarismo lulista – sepultou de vez a tentativa alucinada de permanecer no poder, um regime marcado pela aliança espúria do executivo federal com a suprema corte, a qual levou o país ao mais retumbante desastre econômico e à violação sistemática dos direitos e garantias individuais dos cidadãos brasileiros. 

Por esta razão, convém homenagear esta data magna como sobrevivência do estado de direito constitucional, ao menos em relação às perspectivas abertas para o futuro próximo, quando a maioria conquistada no Senado da República pelas forças de Oposição asseguram uma mudança rumo ao restabelecimento das normas democráticas no nosso país.

Todos os desvios e desmandos cometidos no Governo a ser encerrado no segundo turno eleitoral, serão revistos. As práticas econômicos devastadoras que desaguaram nas falências privadas, na inflação, no endividamento público, na crise fiscal e no maior arrocho tributário em curso, tudo isso se reverterá com a ação de um Estado liberal e austero, isento de corrupção generalizada e impunidade reinante.

Muito importante para o nosso futuro como Nação e país democrático será o rompimento com uma política externa comprometido com valores totalitários, colonialismo visceral articulado com o domínio chinês e outras desgraças que nos afastam dos valores morais e políticos do mundo ocidental de que participamos em toda nossa História.

As hecatombes políticas promovidas pelo voto livre dos brasileiros, determinou a mais sanitária faxina das elites patrimonialistas no poder da nossa república corrompida, de tal modo excluíram da nossa vida política uma quantidade brutal de representantes dessa oligarquia envelhecida e carcomida.

Por outro lado, despontam para o exercício da cidadania constante da democracia representativa, uma plêiade de jovens candidatos, homens e mulheres, todos detentores de milhões de sufrágios, capazes de inocular na corrente sanguínea da democracia brasileira o vigor e a criatividade, que apenas uma cultura renovada tem esse poder. 

A hora da verdade se impõe para todos os brasileiros, principalmente para aqueles que relutam a compreender a gravidade e as consequências de nossas escolhas. Uma reflexão guiada pela psicanalista sucessor de Freud, Carl Gustav Jung nos diz que “talvez a verdade não seja tão difícil de aceitar. Talvez, seja difícil demais perder tudo aquilo que ela nos obriga a abandonar.”

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