BALANÇAM, MAS VÃO CAIR

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BALANÇAM, MAS VÃO CAIR

Tem se falado de Trump, o presidente dos EUA, muitas coisas. Realmente, é uma figura enigmática. De minha parte, já tenho uma ideia formada a respeito de sua presença evidenciada nos processos políticos, sobretudo no campo internacional, que vem dando ao mundo uma nova conformação, fazendo-nos esquecer rapidamente de como era que se trocavam figurinhas, à época da guerra fria.

Só não vê quem não quer. Mas, disso vamos tratar em outra ocasião. Agora, quero discorrer de um aspecto pouco compreendido de sua personalidade, que impacta visivelmente suas decisões, a incógnita que só ele sabe ou saberá decifrar.

Não é necessário ser um gênio político para entender a estratégia de Trump, depois que, na calada da noite, levou sorrateiramente Maduro e sua mulher, para a prisão de Nova Iorque, num verdadeira passe de mágica, deixando todos que acompanhavam o demorado cerco naval da Venezuela de boca aberta!

Com a ajuda do seu acólito preferido, Marco Rubio, teceu as linhas com que os EUA esperam submeter a Venezuela à sua tutela, pelo menos enquanto os atônitos chavistas ainda padecem do grande susto vivido no dia 03 de janeiro.

Naquele dia fatídico a Venezuela viu o que era bom pra tosse. Imagino seus estrategistas políticos e militares vendo de perto o tamanho da ira norte-americana e o que fazer diante dela. Talvez tenha sido por isso que cederam sem meias palavras e consentiram obedecer às ordens do novo patrão, para o qual não havia outro remédio seguro senão manter o regime no poder e com ele processar a transição para a democracia. 

As dificuldades para alcançar as etapas previstas pela estratégia trumpista, esbarravam no primeiro e maior obstáculo, consistente no rompimento da Venezuela com seus parceiros, cujos domínios já estavam profundamente implantados no país, transformando o país caribenho numa  extensão política, militar e financeira da China. Desse  modo, a Venezuela representava o ponto mais  avançado para a penetração da Rússia, do Irã, das ditaduras latino-americanas e do terrorismo islâmico nas Américas.

A tentativa de converter a ditadura chavista, seus líderes e suas estruturas erguidas em vinte e seus anos de existência, em construtores da estabilidade econômica, a integração hemisférica da Venezuela aos valores ocidentais e finalmente ao advento de eleições livres e democráticas, balançou nestes últimos dias, a ponto de passar a impressão que cairia.

A Vice Presidente, Delcy Rodriguez, anunciou com veemência, que não ousara ter antes, que não mais se curvaria às ordens provenientes dos Estados Unidos. Tudo indicava que a premonição de Giordano Bruno, nos primeiros dias do século XVII, segundo a qual “é ingenuidade pedir a quem tem poder para mudar o poder”, se concretizaria.

Não sei com que cargas d´agua o trompismo mudou de ideia, quando prometeu um novo ataque fulminante à Venezuela e a própria captura de seus principais líderes, face ás recentes declarações da Presidente Delcy Rodriguez de fazer ouvidos de mercador das ordens emanadas de Washington.

O fato novo, revelador da mudança substancial no regime chavista, consiste no anúncio por parte do governo da Venezuela, de uma lei, a ser imediatamente votada na Assembleia Nacional, estabelecendo a anistia ampla, geral e irrestrita concedida a todos os prisioneiros políticos, encarcerados desde 1999, nos idos em que Hugo Chaves tomara o poder e dava início à brutal ditadura. 

Infelizmente, em nosso país não se ouviu um pio sequer, entre os políticos do nosso regime, os artistas que o apoia, os intelectuais e a imprensa estatizada, os professores universitários e até os estudantes da UNE, que levantaram a voz em defesa da “soberania” de um regime criminoso, e não capazes de saudar a liberdade adquirida pelos venezuelanos anistiados e o advento deste passo decisivo para a restauração do estado democrático de direito no país caribenho.

Se a anistia cria condições favoráveis para as demais liberdades políticas e civis na Venezuela e a pacificação do país, é preciso reconhecer que os objetivos geopolíticos dos Estados Unidos no Caribe, são complexos e exigem a adoção de políticas capazes de assegurar a eliminação das influências chinesa, russa e iraniana na economia e na transformação da Venezuela num aríete militar a ameaçar a segurança norte-americana. 

Constitui, igualmente, um objetivo estratégico norte-americano, impossibilitar a continuidade das ditaduras na América Latina, notadamente as inspiradas num modelo socialista, conducente seu povo à uma miséria econômica insustentável e dependente de potências estrangeiras extra hemisféricas.

A continuar os êxitos colhidos pelas políticas norte-americanas nas Américas, elas tem balançado as ditaduras vigentes, a tendência é cair uma por uma.

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