DEPOIS DE MIM, O DILÚVIO

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DEPOIS DE MIM, O DILÚVIO

Depois de ouvir a longa entrevista de Roberta Luchsinger, concedida a dois jornalista da CNN, pergunto-me incessantemente sobre a repercussão de suas revelações na consciência dos eleitores e aficionados de Lula da Silva, como todos sabem, o atual presidente de nossa República.

Promovo esta indagação não por mera curiosidade, mas pelo fato de que elas são contundentes, chocantes mesmo, que não poderiam passar despercebidas e porque é a gota d’agua num oceano de denúncias e crimes que já são amplamente conhecidos de todo o país.

O que a conhecida lobista traz à tona deixa claro a intimidade de um poder corrompido em suas entranhas. Lembra o que denunciou o falecido irmão do ex-presidente cassado Fernando Collor de Mello e que resultou no mais rumoroso escândalo da época. Quem não se lembra de PC Farias, de seu trágico fim e de sua amante, numa casa de praia de Alagoas?

Apesar do leguleio oficial da campanha lulista determinar que não leiam o que disse a já referida entrevistada, numa inútil tentativa de “abafar” o caso, a entrevista é assunto constante em todos os meios de comunicação. Não sobra pedra sob pedra. Suponho, obviamente, que, para a petizada envergonhada, o mundo caiu. 

O que Dona Roberta, como era tratada pelos entrevistadores, revelou, já era suficiente para caracterizar todos os crimes cometidos por Lula, o pai, e por Lulinha , o filho, inscritos no Código Penal brasileiro. Aos idólatras do velho senil só restaram dois caminhos, ambos lamacentos ou desmoralizantes. Ou assumiam definitivamente o figurino moral do seu líder, ou sepultavam de vez a ética na política.

Todavia, o pior vem depois e não vai demorar. Dona Roberto anunciou sua decisão de elaborar, caso por caso, a delação premiada, certa de sua condenação, frente os horrores seus comparsas, a diabólica dupla, Lula e Lulinha praticaram.

Vê-se, ao longo da entrevista, por ela solicitada à CNN, que Dona Roberta não é uma amadora na arte da trapaça. Propositadamente, a investigada pelo Política Federal, deixou muitas pontas de sua bombástica delinquência, toda ela praticada com a anuência e a participação do chefe da quadrilha, dos seus ministros e parentes.

Dona Roberta deixou no ar, sem mais explicações, o que só será conhecido no futuro próximo, se ela, como disse, não for vítima das mais de cinquenta ameaças à sua vida. Neste ponto foi até generosa. Ofereceu aos seguidores desse enredo macabro uma tábua de salvação, para quando o dilúvio chegar. Um aviso aos navegantes!

Em Atenas, na Grécia clássica, há de 2.500 anos, os cidadãos denominavas de “idiotes” os que não compareciam à Agora para os debates públicos. Não foi por outra razão que o arauto do lulismo, o pau pra toda obra Janones, correu para dizer aos idiotas (originária de idiotes) que não lessem o que disse Dona Roberta.

Fiz questão de não transcrever uma só palavra estarrecedora de Dona Roberta. Meu desejo sincero é que as pessoas leiam e pensem, agarrem a tábua de salvação e tenham em mente a advertência de Nietzsche: “as pessoas não querem ouvir a verdade porque não desejam que as suas ilusões sejam destruídas”.

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