A China desenvolve uma política de dominação em países de vários continentes submissos, conhecida como a “nova rota da seda”, que não guarda as mesmas regras do “imperialismo” definido por Lenin no século passado. Se quisermos adotar uma nomenclatura para este tipo de dominação, poderíamos denominar de “capitalismo do Estado totalitário” ou de “economia do totalitarismo”, o que vem a dar na mesma coisa.
Não pretendo tratar desse assunto de forma global, mas particularizar a aplicação desse método contemporâneo, típico de uma economia globalizada, no nosso país, largamente submetido a este tipo de capitalismo de Estado, a fim de demonstrar a transferência de nossa soberania econômica e política para a China, país asiático que desponta como uma potência econômica, política e militar.
Ao final do Governo do atual presidente e candidato à reeleição, chegamos, quase silenciosamente, ao clímax desse processo, a ponto de puder afirmar, sem receio de errar, que o Brasil perdeu o domínio dos principais eixos de sua economia, perante o crescente controle de nossas riquezas minerais, das produtoras de energia elétrica e linhas de transmissão, de distribuição dos gás natural, de tarifas escorchantes sob a carne bovina, do controle da exportação de pneumáticos, da substituição do dólar no comércio com a China, da imposição da Inteligência Artificial concebida pelos chineses, principal destino de nossas commodities, fornecedor e operador de energia solar, rede de e-commerce, de redes sociais, principais obras e operação de nossa infraestrutura de portos e transportes ferroviários, do esmagamento de soja e o domínio de parte do Porto de Santos, compra de grandes produtoras de cimento, a compra de muitas minas de nióbio, o controle da indústria automotiva, 90% do porto de Paranagua, da compra desenfreada da terra produtiva, etc
Paro por aqui, sem entrar em detalhes. Apenas revelar que para comprar o Brasil, suas terras raras, suas riquezas estratégicas e toda logística existente, a China investiu nada menos que 6,1 bilhões de dólares, mais que os EUA, histórico investidor no Brasil, cujos investimentos permitiram a dinâmica interna da própria economia brasileira.
Literalmente, a China comprou o Brasil. Os seus investimentos, muitas vezes, incorporam trabalhadores chineses. Só em Camaçari, coração industrial da Bahia, foram mais de 10 mil chineses. Este modelo se espalha pelo Brasil todo.
Uma simples análise da estratégia chinesa de ocupação e controle relativo aos seus investimentos, demonstraram, com clareza meridiana, o caráter e a natureza de sua presença na vida econômica do país. Trata-se de um modelo de incorporarador, sob o seu domínio econômico pleno, da economia do nosso como integrante do sistema chinês.
O Partido Comunista Chinês, organismo angular do sistema de decisão política e do planejamento centralizado da economia, exerce sob o nosso país um poder que avança a cada estratégia comum do governo brasileiro. De todas a mais grave, é a adesão a um chamado “sul global”, germe de um futuro governo mundial.
O desiderato chinês de uma governança global, apoiada por Lula, será o desmantelamento final do Ocidente com o extermínio do Estado nacional e suas instituições. Neste processo, a primeira das conquistas ocidentais será eliminada: a Democracia.
O que já é uma realidade interna da China, prospera cada dia mais no Brasil pelas mãos do PT e seus inocentes úteis, através dos ataques à família tradicional, ao cristianismo, às leis e, finalmente aos direitos e garantias constitucionais.
Tudo isso em nome da democracia e da soberania!



