DÚVIDA: O NOME DA CIÊNCIA

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DÚVIDA: O NOME DA CIÊNCIA

À época áurea da infecção pelo COVID-19, a leve discordância com os métodos mais recomendados para combater a doença era fuzilada sob o rótulo de negacionismo e seus defensores sumariamente cancelados. O lockdown, o distanciamento, as máscaras, o isolamento social, as vacinas de última hora, o entubamento eram as ninfas da “ciência”, definidas pelo médico Antonhy Fauce, que não hesitou em afirmar: “eles estão criticando a ciência, porque eu represento a ciência”.

Nada mais arrogante e suficiente para gerar justificada desconfiança em quem faz uso dessa afirmação beócia e desqualificante.

Agora, que tudo isso cai por terra, graças aos diários de Fauce, os quais a contradiziam as políticas sanitárias, como se fora um deus, tão bem mencionado por Galileu Galilei diante da Inquisição: “não me sinto obrigado a acreditar que o mesmo Deus que nos dotou de senso, intelecto e razão, pretenda que renunciemos seu uso.”

Quantas vezes, eu mesmo me vi diante a fúria intelectual de neófitos, mal informados do longo caminho histórico da verdadeira ciência, todo vez que arrisquei pensar com liberdade e invocar dúvidas, este motor propulsor do pensamento humano?

Não titubeio em afirmar que o contraditório e o debate de ideias e princípios sempre foram a base do pensamento científico, criado pela própria natureza humana, sem intermediários. No método científico o conflito de ideias não deve ser considerado uma ofensa ou coisa semelhante, senão a descoberta de que algo de novo deve dar lugar a velhas e superadas crenças.

O método cientifico não tem dono nem, por si só, não exala verdades, porém convida o homem livre a pensar e a aduzir  suas próprias ideias. Foi com este propósito salutar que Karl Popper propôs o conceito de falseabilidade, consistente na imprescindível necessidade de que todas as teorias precisam ser testadas e provadas falsas. Se, uma vez testadas, comprovarem suas ineludíveis eficácia e evidencia, são verdadeiramente e aplicáveis. Caso contrário, são simplesmente pseudociências.

As regras e métodos propostos por Fauce para debelar a pandemia eram falsas, pois partiam de meras suposições ou objetivos escusos, provavelmente ligados aos objetivos imorais da grande indústria farmacêutica, a qual colaborou para que Fauce fosse festejado como um dos “cientistas” mais célebres do século, com influência efetiva no mundo inteiro e, sem dúvida, com muita culpa no cartório, consideradas mais de 15 milhões de mortes, muitas delas decorrentes de visão meramente ideológica do mundo. Mais do que isso e mais grave do ponto de vista político, seus métodos eram totalitários e destinados a desmoralizar outras noções de ciência que não a sua. 

A Royal Society de Londres, dotada de prestígio científico e secular, categorizou com precisão semântica, este tipo de pensamento único e totalitário, ao não reconhecer a- firmações pessoais sem critério científico testado, denominando de “nullius in verba”, o que implica em não dar crédito à palavra de ninguém. Isto quer dizer que o debate versará sempre sobre pesquisas, dados comprovados e ideias esclarecedoras.

O discurso ideológico e tendencialmente globalista de Fauce é um veneno que faz fenecer o pensamento científico, impedindo dessa forma o nascimento de uma ciência nova, capaz de dar conta dos desafios enfrentados frequentemente pela humanidade.

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