Nos dias de hoje não há quem duvide mais que ingressamos definitivamente numa era transitiva em escala mundial, em que se aguça o fim do processo da ordem gerada após o fim da Segunda Guerra Mundial e o esgotamento das instituições por ela criadas.
O que se debate nos dias atuais, concebido nos fóruns internacionais dos super-ricos, como o que se realiza em Davos, na Suiça, e sua notória aliança difusa com os Governos dos estados nacionais, herdeiros do extinto pensamento original do comunismo real da União Soviética e seus satélites do leste europeu.
De um lado, o globalismo estruturado para dar conta das novas e vitais formais de liberdade, inauguradas pela revolução das comunicações no mundo, ávida por soterrar as conquistas individuais concretizadas pela Internet e as novas tecnologias e, de outro, o esforço tácito dos líderes esquerdistas de elevar a censura e o controle das redes sociais em escala mundial.
Esse fenômeno mundial é visto em muitos países, cada vez mais com ferocidade e disposição de implantar uma governança mundial, capaz de extinguir o estado nacional e as liberdades democráticas.
A título de exemplo ilustrativo chegou às minhas mãos informações detalhadas, enviadas por um dileto e querido amigo, Vernon S. Lemoignam -um observador arguto e inteligente do que se passa no Canadá- país onde mora, em que passo a passo, vê-se esboroar valores essenciais ao livre exercício de regalias democráticas, fundantes de uma forma visceral de totalitarismo.
Naquele país, uma lei de segurança cibernética concede ao Governo poderes secretos para ministros do poder executivo, através dos quais podem suspender serviços ou desativar equipamentos de empresas privadas de telecomunicações. Lei específica está sendo incluída no Código Penal com a finalidade de lidar com a propaganda e os crimes de ódio, assim definidos pelo Estado. Alterações na Lei de Radiodifusão introduziu medidas abrangentes para o Conselho Canadense de Radiodifusão e Telecomunicações -CRTC, a fim de regular o conteúdo digital em serviços de vídeos e streaming na Internet. Uma norma da era Trudeau estabeleceu o controle de notícias em plataformas on line, abrangendo deste modo o Google, Facebook e Meta. Estão sendo examinadas pelo Congresso políticas de Segurança digital que obriga identificação dos cidadãos –seja identidade ou reconhecimento facial e proíbe o uso de redes sociais para menores de 16 anos. Mais grave: uma simples Comissão terá autoridade para instruir as plataformas a censurar conteúdos considerados prejudiciais à “estabilidade social”, definida pelo Governo.
Não é diferente em nosso país, sob a ótica esquerdista. Muitas dessas medidas globalistas já foram aqui adotadas.
A outra vertente da nova ordem mundial em curso, todavia, ampara-se nas forças nacionais comprometidas com os valores do Ocidente cristão, a conservação do estado nacional, do entulho representado pela ONU, na recuperação da aliança transatlântica, da coesão interna das democracias em face do divisionismo identitário. Não é difícil capturar o movimento político que se desenrola a nível internacional, tendo como objetivo a construção de unidade entre países democráticos, principalmente no Continente europeu, que, ao longo desse processo, e em nome da modernidade, foram seduzidos pela imigração desenfreada, ideologias fragmentadoras da unidade nacional, chegando ao ponto absurdo da conversão do Rei da Inglaterra ao islamismo.
A reversão dessas tendências desenvolve-se em muitos países, como Inglaterra, a Suécia, a Holanda, a Espanha, afetando toda a Comunidade dos países europeus, abrindo um caminho virtuoso, cuja perspectiva de futuro é a recuperação do próprio Ocidente e seus valores políticos e morais.



