Crédito: Reprodução TSE Alejandro Zambrana
Era uma vez, no mundo encantado, que um ser extra terrestre desponta, sob a forma de um elemento eletrônico, que tem provocado muita discussão entre os cidadãos eleitores de Brasilândia, e não se sabe até hoje, o que ele guarda a sete chaves no seu interior, carregado de segredos e conchavos.
O ser onomatopeico é conhecido, entre os mais íntimos, de Pilili. A forma geométrica que tomou foi de uma urna eleitoral, dessas que são utilizadas em todas as eleições organizadas no país. Pesquisas e elucubrações são constantemente realizadas a fim de desvendar seus segredos. A Polícia se ocupou disso no passado, o Congresso Nacional chegou a criar regras que permitissem conhecer, sem revelar o eleitor, a impressão dos votos, tudo com a finalidade de converter uma máquina fria em um equipamento confiável na aferição da vontade dos eleitores.
Mas, nada disso foi possível porque se verificou que se tratava de uma conspiração as tentativas de desnudar a alma incógnita, que se aninhava no interior da máquina maravilhosa, a famosa Pilili.
Pilili, assim, foi se transformando em uma divindade, à quem se prestava obediência absoluta, respeito e devoção.
Antes mesmo desta alcunha tão bem percebida pelos arautos da verdade, Pilili já espargia seu espírito divino e sua intocabilidade. Tornou-se tão soberana que duvidar de Pilili e suas intenções, passou a crime e sujeitava os infratores à dureza das prisões e ao sofrimento do exílio.
Pilili tinha as costas largas. Logo que foi apresentada ao povo com suas novas vestimentas e poderes já contava com a proteção da suprema juíza, a Carminha, a mesma magistrada que considerou toda a população do ignóbil país a que ela pertence como um bando de “pequenos ditadores”. Que aberração!
Reinando desse modo como dona da bola, o prestígio de Pilili está sendo corroído em outros países. Não só pelo abandono que lhe devotam, mas porque correm sérios riscos de ser desmoralizada, através de delações de seus próprios inventores venezuelanos.
Dotados de prosaico espírito crítico, o povo de Brasilândia insiste em praticar uma blasfêmia, tratando Pilili com escárnio e senso de galhofa, à altura que o seu próprio nome sugere, em momento no qual o tribunal superior eleitoral comete o destempero de colocar neste terreno o debate político do povo.
Enganam-se os que pensem que podem conduzir o debate político para as raias da infantilidade, do simples desenho animado que entretêm o picadeiro. A estupidez de suas mentes desperta o sentimento de repulsa e podem arrancar da passividade aqueles que ainda não despertaram.
Pilili no presente momento, anda um tanto assustada e atônita. O riso das massas e o clamor surdo do povo já chegaram aos ouvidos dos seus pais criadores. Por mais que eles tentem revigorar as mesmas panaceias do passado recente, “uma voz mais alta se levanta”, na linguagem camoniana, e o velho do Restelo avisa-os que o mar não está pra peixes!



