É chover no molhado concluir que o Presidente do Brasil, Lula da Silva, resolveu desafiar o Presidente dos EUA, Donald Trump, e para isto move céus e terra, chama o norte-americano, cruz credo, de tudo que lhe vem à cabeça, sem medir a gravidade de suas palavras, ainda mais quando se trata do mandatário da maior potência econômica e militar do mundo.
Agora mesmo aboletou-se nos palácios de três grandes nações –Espanha, Alemanha e Portugal- com a finalidade, diplomata que é de meia tijela, de atrair a cúpula política dessas nações europeias, para suas pirotecnias verbais que, em linguagem estupefata, destratava o presidente norte-americano, diante das fisionomias constrangidas dos donos da Casa, talvez com exceção do Presidente espanhol.
Na sua santa e verborrágica ignorância ele não sabia que as divergências entre os europeus e o Presidente dos EUA, derivava de razões históricas e circunstâncias que o molusco não era capaz de perceber ou intuir.
No cardápio de ofensas não faltou um sequer em que o apedeuta não temperasse com dosagens massivas de sua ignorância inata. Parecia o seu dileto amigo e comparsa Nicolás Maduro, repetindo aquela cena patética, em que repelia a guerra, repetidamente, como um lagarto a quem cortam o rabo, segundo a paródia literária de Fernando Pessoa.
Mas, foi além o valente Gulliver dos pobres na terra dos gigantes (Brodidingnag), e sem consultar os brasileiros, anunciou a disposição do seu Governo de anões de, na eventual invasão de Cuba pelos EUA,“o Brasil estará pronto para ajudar e proteger a soberania do país”. Valha-nos São Cipriano, mangalô três vezes!
Não para aí nessas prosopopeias os arroubos de valentia do nosso poderoso presidente. Investiu, como seu supremo ministro já o fez em muitas ocasiões, contra o que é sagrado e protegido pela Constituição americana, os códigos de leis do país. O Departamento do Hemisfério Oeste dos EUA informou que “nenhum estrangeiro pode manipular nosso sistema de imigração para contornar tanto pedido formais de extradição quanto prolongar caças às bruxas políticas em território americano. Hoje, solicitamos que o funcionário brasileiro relevante deixe nossa nação por tentar fazer isso.” Aguardem. Esse assunto ainda vai dar panos para a manga!
Infelizmente, aqui entre nós o governo não sabe o que é viver sob o império da lei ou viver num estado democrático de direito. O despreparado e confuso presidente brasileiro determinou que a Polícia Federal aplicasse a reciprocidade sobre os norte-americanos, ainda que nenhum funcionário dos EUA, exercendo cargo similar no Brasil, tivesse praticado o crime de manipulação do sistema de imigração brasileiro. Nestas condições, uma vez que o subserviente Delegado Geral da Polícia Federal, aplicou a funcionários norte-americano o que considerou um ato administrativo de reciprocidade foi, em verdade, uma solerte e imoral retaliação.
Por que, afinal, o diminuto presidente, retratado por Jonathan Swift, em “As Viagens de Gulliver” (1726), tem verdadeiro fetiche em desmerecer e provocar os EUA? Por uma só razão, além de encontrar um lugar de discurso no panorama mundial ao lado de suas ditaduras prediletas, ele espera que o Presidente Trump lhe dê alguma atenção, retirando-o de sua prosáica insignificância.
Apesar do Presidente brasileiro apostar no efeito tranquilizador da jabuticaba, a ponto de presenteá-la a vários presidentes pelo mundo afora, melhor seria que ele próprio se empanturrar-se da milagrosa fruta brasileira, a fim de baixar o calibre de suas fanfarronices.



