Rei da França nos idos de 1593, Francisco IV, protestante de quatro costados, não hesitou em pronunciar a famosa frase que serve de título a estes comentários, apenas para se apossar de Paris, durante as guerras religiosas no reino francês.
O apedeuta Lula da Silva certamente desconhece a frase de Henrique IV, porém algum alcoviteiro deve ter soprado em seu ouvido que era eficaz aplicar esse engodo ao seu concorrente, a fim de tirar vantagens eleitorais daí decorrente, perante a massa de cristãos católicos existentes na vida brasileira.
Era o velho hábito da mentira que, segundo conselhos de sua própria mãe, era fácil de espalhar e ganhar a consciência dos eleitores incautos. Neste caso, a mentira consistia em fazer crer ao eleitorado, que o seu concorrente tinha a intenção de subtrair a condição de padroeira do Brasil à veneranda santa negra, Nossa Senhora Aparecida. Logo a nossa padroeira, reconhecida nesta merecida honraria pelo pai de Flávio Bolsonaro, Jair Bolsonaro, um devoto extremado da santa católica.
No dia de hoje, quando os brasileiros rendem homenagens à sua padroeira, convém recordar que a fé cristã nunca foi tão evocada pela família Bolsonaro quanto em toda a trajetória política desses representantes do conservadorismo.
O mesmo, contudo, nunca se viu, a não ser em momentos de pura hipocrisia de Lula da Silva e sua consorte, orando de joelhos em um templo religioso. O presidente do Brasil, para espanto de uma Nação profundamente religiosa declarou, textualmente “que a gente que não acredita em Deus... não gostava de ir a nenhuma Igreja, nem evangélica e nenhuma igreja, sabe...não me convide para ir a uma assembleia fazer um ‘comício`, que eu não vou”. Essas palavras toscas e agressivas dizem bem de uma personalidade raivosa e afastado de Deus... E não se dá por feliz com tanta blasfêmia, que ainda acrescenta: “essa eleição vai ser uma guerra”. Realmente, a guerra da mentira contra a verdade!
Apesar da menção a Nossa Senhora Aparecida e a devoção de Flávio Bolsonaro serem comprovadamente falsas e determinada sua retirada on-line, em decisão do Ministro André Mendonça do TSE, um lambe-botas de Lula, apelou ao Ministro do STF, Flávio Dino, em flagrante violação das leis eleitorais, e pediu a reconstituição das publicações falsas, obtendo do esvoaçante ministro uma decisão favorável.
A campanha presidencial de Lula da Silva nesta etapa da disputa é oca, vazia de conteúdo. Nem discute o desastre moral e econômico do seu Governo, tão pouco propostas para o futuro que imagina galpar. Prefere enveredar por toda sorte de ofensas ao seu concorrente e divulgar mentiras tão absurdas, que elas próprias não conseguem permanecer por um minuto no debate público, pelo que tem de nojentas e inverossímeis.
Suas manifestações públicas redundam, como a que aconteceu ontem na Avenida Paulista, em acontecimentos deploráveis, marcados pela intolerância política, pelo consumo aberto de drogas pesadas, por discurso de louvar a Santanaz, pela destruição de instalações de serviços públicos essenciais, pelo emporcalhamento das vias públicas com pichações e deterioração de espaços privados, amplamente expostos pela televisão e outros veículos de imprensa presentes.
Esses comportamentos, vistos sob uma perspectiva moral e política, revelam a índole de um agrupamento alheio e adverso às regras do cristianismo e do zelo urbanístico, inerente a movimentos políticos confiáveis e democráticos.
Em carta a seu irmão, em fevereiro de 1847, Fiódor Dostoiévski disse essas palavras sábias que nenhum petista compreenderá: “saiba que quanto mais ricos somos em nossas mentes e espíritos, mais justa a vida nos parecerá. É verdade que a dissonância e a falta de equilíbrio entre nós e a sociedade é algo terrível. A vida exterior tem que estar em harmonia com a interior.”



