A IGNORÂNCIA É O MAL

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A IGNORÂNCIA É O MAL

Sócrates, diante de seus julgadores, não hesitou em afirmar, que “existe apenas um bem, o saber, e apenas um mal, a ignorância”. Constatada, desde a época da Revolução Francesa, por Edmund Burke e muitos de seus predecessores, que o mal era intrínseco à natureza humana, e que seria extirpado da alma humana pela cultura e a experiência, sempre que esta luta fosse travada.

Digo esta verdade irrefutável porque me ocorreu interpretar, sob esta lógica, o desenrolar da campanha presidencial em nosso país. Percebo sinais visíveis e repetições constantes que a campanha do presidente Lula, insiste em propagar mentiras e desinformações, uma mais absurda que a outra. Sem dúvida, que o uso da máquina pública e de políticas agravantes das péssimas condições da economia brasileira, têm papel relevante, porém vejo o processo de desconstrução da cidadania e a destruição de reputações um método que deve ser combatido.

Lula e seu exército de malfeitores tem se dedicado a desqualificar seu adversário, conspurcando suas ideias, fugindo dos temas que interessam ao país, cometendo toda sorte de perseguições políticas e judiciais, desfigurando seu programa de governo com mentiras insustentáveis, levantado suspeitas sem quaisquer fundamentos e propagando xingamentos chulos e vulgares.

Este método predominante, imposto por Lula, suprime o debate público e desloca o centro prioritário de uma  campanha presidencial.  Seus adeptos consomem esses ensinamentos e não se privam de propala-los. Exemplo: um cartaz dizia que o “fazer o número 2 significa fazer ‘coco’, fazer o número 22 é fazer ‘coco’ duas vezes”.

Isto se refere ao que George Orwell chamou a atenção: “o pensamento corrompe a linguagem, a linguagem também pode corromper o pensamento”. Aí reside a permanência do mal, que se reproduz mais que uma simples infração criminal, pois se instala na mente dos desprevenidos e inocentes, tornando-se o modo pelo qual as pessoas são julgadas, quando se submetem ao juízo público.

Esse modo de pensar corresponde ao que vimos na última manifestação petista. O povo transforma-se em massa, deixa de ser povo e passa a ser, independente da classe social a que pertença ou a identidade grupal que assuma, operário ou burguês, ao homem massa de que nos falava Ortega y Gasset. 

A questão converte-se em um desvio geracional. A ignorância governa o mundo e assume um papel preponderante nas decisões mais vitais para a vida, para sua própria História.

O mesmo Ortega Y Gasset despertou na humanidade uma consciência da qual ela não deveria se apartar. O filósofo espanhol sublinhou que “o ser humano não existe de forma isolada ou pura em um vácuo, ele é moldado pelo tempo”. É um ser histórico. Não lhe é concedido a opção de abdicar, como o homem massa, e abdicando do direito de pensar por si mesmo, distinguindo entre o bem e o mal. 

É preciso ter bem claro que o exercício eleitoral, muitas vezes, não é a escola de um candidato com o qual temos plena identidade, mas selecionar aquele detentor de predicados superiores e que apresenta um futuro isento dos males que tanto medo incutiu em nosso Nação e que nos devolva o que Dom Quixote de la Mancha confessou ao seu fiel escudeiro Sancho Pança: “a liberdade, Sancho, é um dos mais preciosos dons que aos homens deram os céus.”

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