Patrícia Salles

Transtorno alimentar, um problema presente e com aumento significativo da incidência na população geral.

Os transtornos alimentares acometem mais comumente mulheres jovens, porém sua incidência vem aumentando em outros grupos. Hoje sabemos que essa situação não depende de gênero, cor, idade, etnia, religião, cultura, orientação sexual ou nível socioeconômico.

A incidência desse transtorno vem aumentando inclusive entre os homens.

 Hoje vamos falar de um transtorno alimentar comum, e pouco diagnosticado:  a Síndrome do comer noturno.
Essa síndrome é um transtorno alimentar associado a um transtorno do sono. 

Trata-se de uma compulsão alimentar que ocorre durante a noite. Caracteriza-se por apetite extremamente elevado à noite (hiperfagia) e falta de apetite após o despertar pela manhã, mudanças no ciclo sono-vígilia, e alterações de hormônios como a melatonina, cortisol e leptina. É elevada a associação com depressão.

A pessoa com síndrome do comer noturno chega a ingerir mais de 50% das calorias totais diárias à noite, e geralmente come alimentos ricos em gordura e carboidratos. Pode acordar uma única vez ou várias vezes durante a noite para comer. 
Diabetes Mellitus tipo 2, estresse excessivo, humor depressivo, e obesidade são problemas associados a essa síndrome. 
Por isso a importância de ter o diagnóstico e realizar o tratamento correto.

Patrícia Salles é médica endocrinologista
 


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