ACM Neto gastou mais que o dobro de Jerônimo Rodrigues na campanha na Bahia
Candidato derrotado ao governo baiano contratou R$ 13,5 milhões em despesas, contra R$ 6,6 milhões do governador reeleito

Foto: Reprodução | Redes Sociais
A campanha de ACM Neto (União Brasil) ao governo da Bahia custou mais que o dobro do valor contratado por Jerônimo Rodrigues (PT), que acabou reeleito para o cargo no primeiro turno.
Segundo dados do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), ACM Neto recebeu pouco mais de R$ 17 milhões para financiar a campanha e contratou cerca de R$ 13,5 milhões em despesas. Até a manhã desta segunda-feira (5), aproximadamente R$ 12,9 milhões já haviam sido pagos.
Jerônimo Rodrigues, por outro lado, recebeu cerca de R$ 7,1 milhões e contratou R$ 6,6 milhões em despesas de campanha. Do total contratado, pouco mais de R$ 1 milhão havia sido pago até o mesmo período.
Onde ACM Neto gastou mais
Entre as principais despesas declaradas pela campanha de ACM Neto estão os gastos com propaganda, serviços prestados por terceiros e atividades de militância.
O candidato do União Brasil terminou a disputa em segundo lugar, com 43,72% dos votos, o equivalente a 3.625.227 votos.
Gastos de Jerônimo Rodrigues
Na campanha de Jerônimo, os maiores valores foram destinados a propaganda, publicidade por meio de materiais impressos e serviços advocatícios.
O governador foi reeleito no primeiro turno com 55,80% dos votos, totalizando 4.626.509 votos.
A diferença entre os dois candidatos foi de mais de 1 milhão de votos.
Os demais candidatos ao governo da Bahia, somados, não alcançaram 1% dos votos válidos.
Campanha de ACM recebeu mais recursos
Além da diferença nas despesas contratadas, ACM Neto também recebeu mais recursos para financiar a disputa.
Foram pouco mais de R$ 17 milhões destinados à campanha do candidato do União Brasil, enquanto Jerônimo teve cerca de R$ 7,1 milhões disponíveis.
Apesar do volume maior de recursos e dos gastos contratados, ACM Neto terminou a eleição atrás de Jerônimo, que garantiu a permanência no governo da Bahia por mais quatro anos.


