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Agente da PF condenado por participar de plano para matar Lula e Moraes na trama golpista é exonerado

Wladimir Soares foi sentenciado a 21 anos de prisão pelo STF após condenação definitiva e sem possibilidade de recurso

Por Da Redação
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Agente da PF condenado por participar de plano para matar Lula e Moraes na trama golpista é exonerado

Foto: Reprodução

O agente da Polícia federal (PF) Wladimir Soares foi exonerado pelo Ministério da Justiça e Segurança Pública, a decisão foi publicada na segunda-feira (30), no Diário Oficial da União. Soares foi condenado a 21 anos de prisão por participação na trama golpista, que contava com a participação do ex-presidente Jair Bolsonaro. 

De acordo com o documento, o vínculo estatutário entre a União e o agente foi desconstituído com base em decisão transitada em julgado pela primeira turma do Supremo Tribunal federal (STF). A condenação de Soares ocorreu no ano passado, ele foi acusado de ter participado do planejamento de ações para impedir que o presidente Lula toma-se posse do cargo. Dentre as ações previstas estava um plano de assassinato do petista e do ministro Alexandre de Moraes. 

Em maio de 2025, a PF identificou no celular de Wladimir áudios em que ele afirmava que estava preparado para prender Moraes e que "não ia ter" a pose presidencial. Ele também afirmou que se o plano fosse concretizado eles iriam "matar meio mundo de gente". 

"A gente ia com muita vontade, a gente ia empurrar meio mundo de gente. Matar meio mundo de gente. Estava nem aí já, cara". 

Nas mesmas mensagens, ele afirma que o plano não foi a frente porque Jair Bolsonaro, então presidente, não teria aceitado agir apenas com coronéis do Exército, já que Generais não apoiariam. 

"O povo aqui está desolado, ninguém entende. O próprio MRE, velho, os caras não entendiam, não se prepararam para essa posse, porque não ia ter posse, cara, nós não íamos deixar. Mas aconteceu. E Bolsonaro faltou um pulso para dizer, não tem um general, tem um coronel. Vamos com os coronéis, porque a tropa toda queria. Toda. 100%. Só os generais que não deixavam".   
  


 

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