Ala do STF avalia que Moraes, PF e PGR articularam para retirar Mendonça da relatoria do caso Lulinha
Para parte da corte, PF e PGR esperaram Moraes assumir a presidência temporariamente para enviar um pedido de sorteio

Foto: Nelson Jr./SCO/STF | Reprodução/Redes Sociais | Luiz Silveira/STF
Uma ala do Supremo Tribunal Federal (STF) avalia, a partir de conversas reservadas, que as cúpulas da Polícia Federal (PF) e da Procuradoria-Geral da República (PGR), ao lado do ministro Alexandre de Moraes, tentaram retirar André Mendonça da relatoria do inquérito que investiga Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha, filho mais velho do presidente Lula (PT), por tráfico de influência e corrupção. A informação foi divulgada pela CNN.
Para parte do tribunal, devido à investigação envolver os mesmos personagens e partir de elementos encontrados no escândalo do INSS, é válido que Mendonça assuma a relatoria do caso.
Porém, ao encaminhar a representação ao Supremo, a PF pontuou que a apuração trata de fatos distintos e que o ideal seria sortear um novo relator para o inquérito.
Moraes, que preside o Supremo durante a segunda quinzena do recesso da corte, recebeu, no último dia 24, a solicitação e pediu uma manifestação da PGR, que concordou com a PF.
No entanto, mesmo com o sorteio, Mendonça ficou com a relatoria.
Para a ala da corte, a PF esperou o recesso para Moraes assumir o comando do STF e a decisão sobre o relator não caísse para o presidente Edson Fachin.


