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Alcolumbre presta solidariedade a Jaques Wagner e critica comemorações após operação da PF

Presidente do Senadodisse que investigados não devem ser tratados como culpados antes do fim do processo

Por Stephanie Ferreira
Às

Atualizado
Alcolumbre presta solidariedade a Jaques Wagner e critica comemorações após operação da PF

Foto: Carlos Moura/Agência Senado

O presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), prestou “solidariedade integral” ao senador Jaques Wagner (PT-BA), alvo da nova fase da Operação Compliance Zero, deflagrada pela Polícia Federal nesta quinta-feira (18). O petista é líder do governo no Senado.

Em declaração à imprensa, Alcolumbre afirmou que investigados devem ter direito à ampla defesa e não podem ser tratados como culpados antes do fim do processo.

“Nós precisamos entender que ninguém nesse país pode ser condenado antes do trânsito em julgado de um processo. E todos nesse país podem ser investigados. Todos podem ser ou ter por parte do judiciário algum questionamento e isso é normal no Estado Democrático de Direito”, afirmou.

O presidente da Casa disse que a presunção de inocência deve valer para todos os partidos e criticou comemorações políticas em torno de operações contra adversários. “Mas todos também tem que ter a presunção da inocência. [...] Mas talvez esteja muito cômodo do hoje, para quando uma operação da justiça se dá em cima de um senador ou um deputado do PL, os deputados e senadores do PT comemorarem. Eu quero dizer que eu não comemoro nada contra a história de ninguém antes do trânsito e julgado de um processo nesse país”, afirmou.

Durante a declaração, Alcolumbre citou casos de autoridades que, segundo ele, foram expostas publicamente antes de conseguirem provar inocência ao longo das investigações. Ele também afirmou que o país vive uma inversão na forma como investigados são tratados.

Apesar das críticas, Alcolumbre afirmou respeitar a atuação das instituições. “Eu respeito o papel de todas as instituições da Polícia Federal, do Ministério Público Federal, da Justiça Brasileira, mas a gente precisa ter a compreensão que esse mantra que todo mundo é culpado até que prove que é inocente está errado no Brasil”, declarou.

O presidente do Senado voltou a prestar solidariedade a Wagner e disse acreditar que o petista terá a oportunidade de apresentar sua versão no decorrer do processo.

“Meu apoio, a minha solidariedade integral a um colega senador da República e eu tenho a convicção que no decorrer do processo as verdades do senador Jacques Wagner virão à tona e elas serão comprovadas e um dia elas serão julgadas”, concluiu.
 

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