Alerta na saúde: cresce número de casos de síndrome respiratória grave no país
Brasil já registra 1.960 mortes por SRAG em 2026, com predominância da influenza A entre os óbitos

Foto: Fabio Rodrigues-Pozzebom/ Agência Brasil
A maioria dos estados brasileiros está em nível de alerta ou alto risco para o aumento dos casos de síndrome respiratória aguda grave (SRAG), segundo o mais recente boletim InfoGripe, divulgado pela Fiocruz. O levantamento considera dados da Semana Epidemiológica 16, entre os dias 19 e 25 de abril.
Em 2026, o Brasil já soma 1.960 mortes pela síndrome. Entre os casos com identificação de vírus, a influenza A aparece como principal causa dos óbitos, seguida pela Covid-19 e pelo rinovírus.
A SRAG é uma complicação respiratória que pode levar à internação e apresenta sintomas como falta de ar, desconforto respiratório, baixa saturação de oxigênio, febre persistente e agravamento do estado geral.
O avanço ocorre em um período de maior circulação de vírus respiratórios, como o vírus sincicial respiratório (VSR), que afeta principalmente crianças pequenas, e a própria influenza A, associada a quadros mais graves, especialmente em idosos. De acordo com o boletim, apenas Rio de Janeiro, São Paulo e Rio Grande do Sul não estão em situação de alerta.
Especialistas apontam que a alta antecipada dos casos pode estar ligada à circulação de variantes mais transmissíveis da influenza, aliada às mudanças de temperatura e à baixa cobertura vacinal nos últimos anos. O cenário também reflete uma reorganização no padrão de circulação dos vírus após a pandemia, com diferentes agentes atuando simultaneamente.
Ao todo, 16 unidades da federação apresentam tendência de crescimento nos casos, incluindo estados como Bahia, Pernambuco, Minas Gerais e Paraná.
Diante do cenário, autoridades de saúde reforçam a importância da vacinação, principalmente entre os grupos mais vulneráveis, como idosos, crianças e pessoas com comorbidades. Também é recomendado evitar contato próximo em caso de sintomas gripais e o uso de máscara em ambientes fechados ou unidades de saúde.


