Após acusações de estupro e pedofilia, deputado Alfredo Gaspar coleta material para exame de DNA
Acusações foram feitas durante CPMI do INSS

Foto: Reprodução / Redes Sociais
O deputado federal Alfredo Gaspar (PL) afirmou nesta quinta (23) que realizou coleta de material genético para exames de DNA, após ter sido acusado de estupro de vulnerável e pedofilia. Ele nega as acusações e afirma que tomou a medida por vontade própria, para antecipar provas e acelerar apuração do caso.
Em março deste ano, Alfredo Gaspar protagonizou uma discussão com o também deputado Lindbergh Farias (PT), durante a apresentação do relatório final da CPMI do INSS. Na ocasião, ofensas foram trocadas. Lindbergh chamou Gaspar de "estuprador". O deputado do PL, por sua vez, respondeu chamando o petista de "criminoso e cafetão".
Nas redes sociais, Gaspar afirmou que solicitou autorização judicial para realizar a coleta de DNA. Parlamentares apresentaram uma denúncia à Polícia Federal. As acusações envolvem uma menina de 13 anos.
As acusações partiram de Lindbergh Farias e da senadora Soraya Thronicke (PSB), o que motivou o protocolo de uma notícia-crime pelos parlamentares, no dia 27 de março deste ano. Na ocasião, Lindbergh afirmou que não irá se intimidar com ações prometidas por Gaspar.
"Então, Sr. Alfredo Gaspar, nós não temos medo, e pare de mentir, o único jeito de você resolver esse problema é entregando o seu material genético à Polícia Federal, não é representando o DNA de um primo, de uma pessoa de vinte e tantos anos, de um assunto passado. A única coisa que ele pode fazer, em vez de ficar gritando, pensando que intimida as pessoas, é apresentar o seu material genético", disse Lindbergh, na ocasião.
Já Gaspar, afirmou que não teme investigações e defendeu que a apuração aconteça com rapidez.
"A verdade é soberana. Eu só quero justiça. Eu quero celeridade. O povo brasileiro merece essa resposta imediata", disse.
O deputado informou também que entrou com ações nas esferas cível e criminal contra aqueles responsáveis pelas acusações. Ele pede a responsabilização por danos morais e apuração de possíveis crimes como calúnia e difamação.
Também foram protocoladas representações na Câmara e no Senado, solicitando a cassação dos mandatos dos parlamentares envolvidos.


