Vídeo: Após avanço da PEC que acaba com a escala 6x1, Coronel diz que Senado não deve “se render”
Em entrevista exclusiva ao Farol da Bahia, senador disse que proposta é eleitoreira e precisa de mais discussão

Foto: Farol da Bahia
Após a aprovação da Proposta de Emenda à Constituição (PEC) que acaba com a escala 6x1 na Câmara dos Deputados, o senador e pré-candidato à reeleição Angelo Coronel (PSD-BA) afirmou nesta quinta-feira (28) que o Senado Federal não pode “se render” ao que classificou como um projeto “estritamente eleitoreiro” do governo Lula (PT).
Em entrevista exclusiva ao Farol da Bahia, o parlamentar defendeu mais discussão sobre a proposta.
“Assim que começar a tramitar no Senado, vamos nos debruçar. Acho que deve ser bem discutido e dialogado. Não podemos usar uma escala de trabalho como um movimento eleitoreiro. O PT levou quatro anos para apresentar essa proposta e veio apresentar agora. Um projeto estritamente eleitoreiro”, disse.
Coronel afirmou ainda que a PEC precisa considerar também os impactos para os empregadores.
“Sou a favor que o trabalhador tenha mais descanso, mas também tem que ouvir o empregador. Sem o empregador, não tem empregado. Tem que haver união dos dois lados”, afirmou o senador.
Aprovação na Câmara
A Câmara dos Deputados aprovou na noite de quarta-feira (27), em dois turnos, a PEC que acaba com a escala 6x1 e reduz a jornada máxima de trabalho de 44 para 40 horas semanais. No 1º turno, foram 472 votos favoráveis e 22 contrários. No 2º, o resultado foi 461 a 19.
A proposta agora aguarda análise do Senado.
Confira abaixo os principais pontos do texto:
• Garante ao menos dois dias de descanso semanal, consolidando o modelo 5x2, com folgas preferencialmente aos domingos;
• Reduz a jornada máxima de trabalho de 44 para 40 horas semanais, mantendo o limite de 8 horas diárias e sem redução salarial;
• Exclui da nova regra trabalhadores com diploma de nível superior e renda acima de duas vezes e meia o teto do INSS, atualmente em cerca de R$ 21,1 mil.
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