Após novas tarifas, Brasil está entre os países com maiores taxas impostas pelos EUA
País impôs novas tarifas a 60 países por importação de produtos fabricados com trabalho forçado

Foto: Ricardo Stuckert / PR | Joyce N. Boghosian / The White House
O Brasil está entre os países submetidos à maior tarifa imposta pelos Estados Unidos em relação ao trabalho forçado. Anunciada nesta quinta (23), a medida entrará em vigor oficialmente a partir desta sexta (24).
Os produtos brasileiros serão taxados em 12,5%, após o Escritório do Representante Comercial dos Estados Unidos (USTR), concluir que o Brasil não combate de forma suficiente a importação de produtos fabricados com trabalho forçado em seu território. Outros países serão taxados em apenas 10%.
No total, 60 países são alvos de tarifas impostas pelos EUA relacionadas ao tema. O USTR os dividiu em três principais categorias. Estas são: países que adotam proibições, que criaram um sistema parcial aceito pelo governo americano, e aqueles que prometeram implementar medidas em acordos comerciais. Os Estados que se enquadrem nestas divisões pagarão somente 10%.
Dessa forma, a tarifa de 10% será aplicada a Argentina, Bangladesh, Camboja, Canadá, Equador, El Salvador, Guatemala, Honduras, Índia, Indonésia, Jordânia, Malásia, México, Paquistão, Sri Lanka, Trinidad e Tobago e Reino Unido.
Enquanto isso, a taxa para o segundo grupo, em determinados produtos, será de 10% ou 12,5%. A tarifa normal de importação já imposta nessas mercadorias será abatida. No grupo, estão União Europeia, Taiwan, Japão, Coreia do Sul e Suíça.
Por fim, os demais países, entre eles o Brasil, receberão a taxa de 12,5%. Os EUA avaliam que o país não possui uma proibição específica sobre a importação de produtos fabricados com mão de obra forçada em outros países.
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