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Após protesto de alunos de Fisioterapia contra falta de professores, UFBA reconhece problema e adota medidas

A manifestação, iniciada na quarta-feira (8), também reivindica a reabertura da reabertura da clínica-escola do instituto.

Por Da Redação
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Após protesto de alunos de Fisioterapia contra falta de professores, UFBA reconhece problema e adota medidas

Foto: Reprodução/DAFisio

A Universidade Federal da Bahia (UFBA) divulgou nesta quinta-feira (9) uma nota reconhecendo a falta de professores para o curso de Fisioterapia da instituição, após estudantes ocuparem o pavilhão de aulas do Canela em protesto contra a suspensão de disciplinas obrigatórias. 

No documento divulgado à imprensa também pontuou que a falta de docentes está afetando diversos cursos da instituição e não apenas a Fisioterapia do Instituto Multidisciplinar de Reabilitação e Saúde (IMRS), mas destacou que a contratação dos substitutos está em curso e, assim que for concluído, as turmas podem ser iniciadas ainda nesse semestre. 

Em relação a suspensão das atividades de estágio, outro ponto reivindicado pelos estudantes, a UFBA esclareceu que a situação está relacionada à greve dos servidores técnico-administrativos em educação (TAEs).  

A instituição ainda esclareceu que está adotando as providências cabíveis, incluindo o envio de ofício ao MEC pedindo em caráter urgência dos códigos de vagas indispensáveis para a contratação dos profissionais. 

O protesto dos estudantes teve início na quarta-feira (8) e foi organizado pelo Diretório Acadêmico de Fisioterapia (DAFisio) com intuito de reivindicar a contratação de novos professores, a reabertura da clínica-escola do instituto, o retorno imediato de disciplinas obrigatórias suspensas e um prédio próprio para IMRS.    

Segundo a DAFisio, os problemas estruturais relacionados ao curso afetam cerca de 500 alunos, incluindo a  progressão acadêmica deles a partir do terceiro semestre.

Durante a manifestação, as sessões dos filmes 13 Dias, 13 Noites (13h50) e Velhos Bandidos (15h50), na Saladearte Cinema da universidade, foram canceladas. 

Confira a nota da UFBA na íntegra: 

O Conselho Universitário (Consuni) da Universidade Federal da Bahia (UFBA), em reunião realizada no dia 30 de março, recebeu um grupo de alunos do curso de Fisioterapia do Instituto Multidisciplinar de Reabilitação e Saúde (IMRS) que manifestaram preocupação com a insuficiência de docentes na unidade, apontando, inclusive, a não oferta de disciplinas obrigatórias no semestre em curso.

O reitor da UFBA, em reunião posterior com o grupo, esclareceu que um processo de contratação de substitutos está em curso e, assim que for concluído, algumas turmas podem ser iniciadas, ainda neste semestre. Também lembrou que a suspensão de estágio está relacionada à greve dos servidores técnico-administrativos em educação (TAEs), o que abrange fisioterapeutas que atuam diretamente nessas atividades.

É importante enfatizar que a UFBA reconhece e está atenta à carência de docentes no IMRS, ocasionado pela falta de códigos de vaga para a contratação de novos professores. A ausência de liberação de novas vagas aflige não apenas ao curso de Fisioterapia, como também alcança diferentes cursos de outras unidades. A liberação dos códigos de vagas é imprescindível para contratação de novos professores.

Diante desse cenário, a UFBA tem adotado providências institucionais, entre elas o envio de ofício ao MEC solicitando, com urgência, a liberação dos códigos de vagas necessários, de modo a assegurar a regularidade das atividades acadêmicas. Atendendo a um cronograma anual do Ministério para este tipo de demanda, a última solicitação foi realizada em 30/04/2025, contemplando também as necessidades do IMRS e será reiterada por ocasião dos novos pedidos a serem formulados até o final do mês em curso. A ação é acompanhada também pela Associação Nacional dos Dirigentes das Instituições Federais de Ensino Superior (Andifes), já que a ausência de vagas para professores e técnicos administrativos atinge grande parte – para não dizer a totalidade – das universidades públicas federais.

A Administração Central reafirma seu compromisso com a comunidade universitária e ressalta a importância da atuação conjunta entre gestão, direção das unidades e Consuni na busca de soluções efetivas, de curto e longo prazo. Ao mesmo tempo, alerta para o surgimento de falsas promessas que, ao invés de contribuir, buscam se aproveitar de demandas legítimas dos estudantes.

 

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