Após revisão, Justiça decide manter prisão preventiva do deputado Binho Galinha
Parlamentar é acusado de liderar um grupo de milicianos com atuação em Feira de Santana

Foto: Assembleia Legislativa da Bahia
Apontado como líder de um grupo de milicianos acusado, entre outros crimes, de lavagem de dinheiro proveniente do jogo do bicho e de agiotagem, o deputado estadual Binho Galinha (Avante) continuará preso preventivamente após a Justiça revisar a necessidade da medida.
A decisão foi assinada pela juíza Márcia Simões Costa, da Vara Criminal e de Crimes contra a Criança e o Adolescente da Comarca de Feira de Santana.
A magistrada entendeu que permanecem válidos os motivos que justificaram a prisão preventiva, como a garantia da ordem pública e a gravidade das acusações de que o parlamentar liderava uma milícia.
Revisão é obrigatória
A prisão preventiva não tem prazo máximo fixado em lei. No entanto, o juiz ou tribunal responsável pela medida deve reavaliar sua necessidade a cada 90 dias.
Para que a prisão seja mantida, a decisão precisa apresentar nova fundamentação. Caso contrário, a medida passa a ser considerada ilegal.
Prisão
O parlamentar foi preso em 3 de outubro de 2025, após se apresentar espontaneamente à sede do Ministério Público da Bahia (MPBA), em Feira de Santana, depois de permanecer dois dias foragido.
O mandado de prisão preventiva havia sido expedido em 1º de outubro de 2025, durante a deflagração da Operação Estado Anômico.


