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Argentino é preso em Minas Gerais após fotografar e compartilhar fotos de criança negra com mensagens racistas: 'Posso levá-lo como escravo'

Criança viajava com a mãe, a avó, a tia, o padrasto da mãe e uma prima para comemorar aniversário da mãe

Por Da Redação
Às

Argentino é preso em Minas Gerais após fotografar e compartilhar fotos de criança negra com mensagens racistas: 'Posso levá-lo como escravo'

Foto: Reprodução/g1

Um turista argentino de 63 anos foi preso neste último domingo (24), em Tiradentes, no Campo das Vertentes, em Minas Gerais, após fotografar, filmar e fazer comentários racistas a um menino negro de 7 anos, dentro da Maria Fumaça que liga São João del-Rei. Segundo o boletim de ocorrência, Eduardo Ignácio compartilhou as imagens com a seguinte mensagem: "Posso levá-lo como escravo". 

A criança viajava com a mãe, a avó, a tia, o padrasto da mãe e uma prima. A família havia embarcado em São João del-Rei por volta das 10h para comemorar o aniversário da mãe do menino. Pouco depois do início do passeio, uma passageira que estava sentada no banco de trás tocou o braço da mulher e alertou o homem, sentado ao lado da avó da criança, fazia vídeos do garoto. 

Ao ser confrontado, o turista negou ter feito os registros e se recusou a mostrar o celular. No entanto, ainda conforme o BO, o suspeito desbloqueou o aparelho voluntariamente, e ela conseguiu visualizar a conversa em que as imagens do filho haviam sido enviadas com mensagens racistas. 

Em outra mensagem, a mãe afirmou que o argentino dizia que queria levar um escravo para cuidar das netas da pessoa com quem conversava. Diante do conteúdo, a mulher afirmou ter que algo mais grave pudesse ter ocorrido com a criança. 

"É meu aniversário, eu tô aqui na delegacia o dia todo, mas isso aqui pra mim é um livramento", disse ao g1.

Eduardo Ignácio foi contido por passageiros e funcionários de segurança do trem até a chegada da Polícia Militar. O suspeito e a mãe da criança foram encaminhados para a 3° Delegacia Regional da Polícia Civil, em São João del-Rei. O celular do argentino foi apreendido para perícia. 

O caso foi registrado com base no Artigo 20 da Lei nº 7.716/1989, que pune a prática, indução ou incitação à discriminação ou preconceito de raça, cor, etnia ou procedência nacional. Em nota, a VLI, administradora da Maria Fumaça, lamentou o episódio e afirmou repudiar qualquer forma de discriminação.

“A VLI repudia o racismo e qualquer forma de discriminação. Tão logo a equipe local foi informada sobre o ato cometido pelo turista, acionou a polícia, que compareceu ao local e efetuou a prisão do acusado. A companhia permanece à disposição das autoridades para contribuir com a investigação do episódio”.

Procurada, a Polícia Civil de Minas Gerais ainda não enviou posicionamento.
 

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