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Artistas e figuras públicas defendem a gestão de Margareth Menezes no MinC após manifesto

Daniela Mercury, Caetano Veloso e Bruno Monteiro foram alguns dos que eleogiaram a ministra.

Por Da Redação
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Artistas e figuras públicas defendem a gestão de Margareth Menezes no MinC após manifesto

Foto: Reprodução/ Redes Sociais

Os cantores baianos Caetano Veloso, Maria Bethânia e Daniela Mercury defenderam a gestão da cantora Margareth Menezes à frente do Ministério da Cultura (MINC), que foi alvo de pedido de renovação por meio de um manifesto assinado por mais de 200 profissionais da área. 

Em uma publicação nas redes sociais na última quinta-feira (6), Daniela Mercury defendeu a permanência da colega de profissão no comando da pasta destacando a trajetória da ministra e afirmando que ela representou um alívio após uma que não valorizou as políticas direcionadas às artes e a cultura, fazendo referência ao Governo de Jair Bolsonaro.

"O cenário era devastador. Ser Ministra da Cultura depois de um governo de desmanche das políticas voltadas às artes e à cultura brasileira foi e está sendo um desafio gigantesco. O nome de Margareth Menezes na liderança do mais brasileiro dos ministérios foi um alívio para nós, trabalhadores das artes, que conhecíamos de perto seu trabalho nos palcos e nos bastidores da cultura", escreveu. 

Já os irmãos Caetano Veloso e Maria Bethânia fizeram suas publicações junto ao coletivo 342 Artes, fundado por Paula Lavigne. Ambos destacaram a comemoração  do Dia da Cultura e celebração a gestão da ministra. 

"Hoje é Dia da Cultura. Gostaria que a paz reinasse no ambiente da criação cultural. Mando um abraço e um beijo à ministra Margareth Menezes que tanto conseguiu fazer para ressuscitar o Ministério da Cultura", escreveu Caetano.  
   
Bruno Monteiro, Secretário da Cultura da Bahia, compartilhou nas redes socais fotos ao lado da ministra. Assim como Daniela Mercury, ele destacou o desafios relacionados a pasta e a implementação de politicas públicas por Menezes. 

Ainda há muito a avançar? Com certeza! Mas é preciso reconhecer que com @margarethmenezes e @marciotsantos, a cultura deixou de ser um privilégio de poucos para se tornar um direito de todos.  Viva a Cultura! Viva a Ministra Margareth Menezes!", concluiu. 

Outros artistas e figuras públicas também prestaram a apoio artista e fizeram comentários em relação a carta, a exemplo do escritor, cineasta e fundador da Central Única das Favelas (CUFA), Celso Athayde, que afirmou 'estranhar' as manifestações contra a gestão. 

"Me causa estranheza a maneira como algumas dessas manifestações vêm sendo conduzidas. Em determinados momentos, a crítica parece deixar de ser uma avaliação sobre uma gestão e passa a assumir um tom amargo, desproporcional e, em algumas situações, desrespeitoso", disse.  


Leia a publicação de Daniela Mercury na íntegra: 

O cenário era devastador. Ser Ministra da Cultura depois de um governo de desmanche das políticas voltadas às artes e à cultura brasileira foi e está sendo um desafio gigantesco. O nome de Margareth Menezes na liderança do mais brasileiro dos ministérios foi um alívio para nós, trabalhadores das artes, que conhecíamos de perto seu trabalho nos palcos e nos bastidores da cultura.

Margareth não é apenas uma grande artista. Ela é uma conhecedora profunda da cultura afro-brasileira e uma exímia produtora e gestora cultural. Ela nasceu na Bahia, o berço cultural do Brasil. Ascendeu fazendo uma música popular, rítmica da cidade de Salvador e que é a cara da diversidade brasileira, a Axé Music. É a autora e quem articula projetos sociais importantíssimos na área socio-cultural, como o Mercado Iaô. Margareth tem consistência, tem história e tem legado. 

Eu defendo a permanência da Ministra da Cultura, @MargarethMnzs. A você, toda minha reverência.

Leia a publicação de Bruno Monteiro na íntegra: 

Neste Dia Nacional da Cultura, meu #tbt é com essa grande cantora da Bahia e do Brasil, pioneira e ousada, que fez da sua trajetória artística um caminho aberto para tantas e tantos. E que teve a coragem de assumir o desafio de reconstruir o Ministério da Cultura e implementar políticas públicas que enxergam e tratam o Brasil em toda sua dimensão e diversidade cultural. 

Ainda há muito a avançar? Com certeza! Mas é preciso reconhecer que com @margarethmenezes e @marciotsantos, a cultura deixou de ser um privilégio de poucos para se tornar um direito de todos. 
Viva a Cultura! Viva a Ministra Margareth Menezes!

Leia a publicação de Celso Athayde na íntegra: 
 

To vendo rolar um abaixo assinado que achei bem estranho.  Então eu diria que “RECONHECER CONQUISTAS TAMBÉM É UM ATO DE RESPONSABILIDADE.”

Bem, é que tenho acompanhado algumas manifestações e críticas à gestão de @margarethmenezes à frente do Ministério da Cultura. Algumas críticas fazem parte do ambiente democrático e são absolutamente legítimas. Nenhuma gestão pública está acima de questionamentos. 

Mas confesso que me causa estranheza a maneira como algumas dessas manifestações vêm sendo conduzidas. Em determinados momentos, a crítica parece deixar de ser uma avaliação sobre uma gestão e passa a assumir um tom amargo, desproporcional e, em algumas situações, desrespeitoso.

Não estou aqui para defender gestores públicos, pedir a saída de ninguém ou indicar quem deve ocupar qualquer cargo. Meu compromisso não é com pessoas ou governos, mas com causas, políticas públicas e conquistas importantes.
E a cultura brasileira merece esse olhar.

É preciso reconhecer a importância de recuperar espaços, fortalecer políticas culturais, ampliar oportunidades e devolver à cultura o lugar estratégico que ela precisa ocupar no desenvolvimento do país. Há conquistas que não podem ser apagadas por divergências, disputas ou ressentimentos.

Podemos discordar, cobrar, apontar erros e exigir avanços. Isso é saudável e necessário. Mas não precisamos desqualificar trajetórias, diminuir conquistas ou desrespeitar pessoas para defender nossas posições ou interesses.

Na boa, gente. O debate público precisa de mais maturidade, mais generosidade e menos ressentimento.
Entendo de verdade q reconhecer o que foi conquistado não significa concordar com tudo. Significa apenas ter compromisso com a verdade, com a memória e com aquilo que é importante para o país.

A cultura brasileira é maior do que qualquer gestão. E é justamente por isso que precisamos tratá-la com a seriedade e o respeito que ela merece.
Margareth foi uma surpresa muito grata desse governo. Duvidei que ela fizesse uma boa gestão, pela falta de experiência. Mas tbm duvidei do Gil, que mandou bem, e com ela Felizmente errei também, pois ela fez uma ótima gestão. Sobre tudo se levarmos em conta o tempo q levou para a retomada.

 

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