Atleta que perdeu a perna após ser atropelado por filho de vereadora em Salvador entra com ação na Justiça
Emerson Pinheiro solicita o custeio de tratamentos, despesas com moradia e fisioterapia, além da aquisição de uma prótese

Foto: Fala Bola/FB Comunicação | Reprodução/Redes Sociais
A defesa do atleta Emerson Pinheiro, que teve a perna amputada após ser atropelado por Cleydson Cardoso Costa Filho, filho da vereadora Débora Santana (PSDB), entrou com uma ação contra os dois. Ele solicita o custeio de tratamentos, despesas com moradia e fisioterapia, além da aquisição de uma prótese.
A ação foi protocolada em tutela de urgência na 2ª Vara Cível e Comercial de Salvador, na segunda-feira (20). Nela, o corredor busca reparar, em parte, os prejuízos que obteve após o atropelamento.
Emerson, que é estudante de educação física, foi atropelado no dia 16 de agosto de 2025, na orla da Pituba, quando treinava para uma maratona na Argentina que ocorreu no mês seguinte.
Enquanto o grupo passava em um trecho da orla da Pituba, no sábado (16), o veículo dirigido por Cleydson invadiu a calçada e atingiu Emerson, um poste e uma barraca de acarajé. O atleta precisou ter a perna direita amputada e sofreu fraturas na outra.
O motorista foi preso em flagrante com sinais de embriaguez, teve a prisão preventiva decretada e foi transferido para o Complexo Penal da Mata Escura. Cleydson passou 30 dias detido.
Ao Farol da Bahia, a advogada Losangela Passos, que defende Emerson, afirmou que foram realizadas várias tentativas de acordo com a família do motorista, mas nenhuma foi bem-sucedida. A vereadora é alvo da ação por "assumir publicamente e perante Emerson compromissos com custos da recuperação dele".
Com isso, a ação busca garantir que um acordo verbal feito entre as partes seja continuado. De acordo com a defesa, até dezembro de 2025, a família de Cleydson pagava uma ajuda de custos, no valor de R$ 3 mil, para o pagamento do aluguel de um imóvel com acessibilidade, já que Emerson está impossibilitado de trabalhar e necessita de cuidados especiais.
"Emerson se tornou dono de casa, devido à condição imposta a ele, de cadeirante, de pessoa que precisa de cuidados especiais e de auxílio constante, fisioterapias", disse.
Além disso, também é solicitada a aquisição de próteses "para ele iniciar o processo de adaptação logo após a cirurgia que irá fazer" e o pagamento de uma indenização por danos morais,
O Farol da Bahia entrou em contato com a vereadora Débora Santana e aguarda retorno.
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