Augusto Lima diz à PF que Vorcaro conhecia detalhes das operações de consignado do Master
Empresário contesta versão de Vorcaro sobre conhecimento das operações; ambos foram indiciados

Foto: Vaner Casaes/Alba
O empresário Augusto Lima, dono do Banco Pleno e ex-sócio do Banco Master, afirmou à Polícia Federal que Daniel Vorcaro o convidou para integrar a sociedade entre o fim de 2018 e o início de 2019, para comandar a área de crédito consignado. Lima disse que já prestava serviços ao banco e que Vorcaro justificou o convite pela sua reputação no mercado.
No depoimento, Lima também contestou a versão de Vorcaro de que não acompanhava os detalhes das operações. O empresário afirmou que o então controlador conhecia o funcionamento do consignado e centralizava decisões operacionais e financeiras.
Lima relatou que Vorcaro determinou o processamento de contratos que haviam sido questionados por uma equipe interna. Também afirmou que o ex-sócio orientava funcionários a fornecer respostas evasivas ou falsas a auditores do Banco de Brasília (BRB) e do Banco Central sobre a origem dos créditos.
Lima disse que deixou o quadro diretivo em maio de 2024 por discordar das estratégias do banco, mas continuou temporariamente como prestador de serviços.
A investigação apura suspeitas de fraude na venda de carteiras de crédito do Master ao BRB. O empresário é apontado como integrante do núcleo executivo-financeiro e foi indiciado por suspeita de gestão fraudulenta, organização criminosa e lavagem de dinheiro.
A defesa de Lima nega participação direta ou indireta nas fraudes e contesta o relatório policial.
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