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Aumento de ocorrências médicas faz mercado de dispositivos para pés e tornozelos movimentar mais de US$5 bi por ano!

Envelhecimento da população, traumas e lesões esportivas, complicações relacionadas à diabetes e acidentes são os principais fatores

Por Michel Telles
Às

Aumento de ocorrências médicas faz mercado de dispositivos para pés e tornozelos movimentar mais de US$5 bi por ano!

Foto: Divulgação

O mercado global de dispositivos para pés e tornozelos foi avaliado em US$ 5,19 bilhões em 2025 e deve crescer de US$ 5,49 bilhões em 2026 para US$ 8,40 bilhões até 2034, segundo pesquisa de mercado da Fortune Business Insights. O estudo considera que o mercado de dispositivos para pés e tornozelos abrange implantes e dispositivos usados para tratar fraturas, deformidades, lesões de tendões/ligamentos, artrose e complicações do pé diabético.

“As intervenções cirúrgicas na região do pé são na sua maioria decorrentes de traumas, desgastes articulares e deformidades adquiridas, como o joanete e o pé plano. O impacto repetitivo destas caminhadas leva ao desgaste natural de articulações nos membros inferiores e ao desenvolvimento de deformidades”, afirma José Antônio Veiga Sanhudo, ortopedista,  traumatologista e membro da Associação Brasileira de Medicina e Cirurgia do Tornozelo e Pé - ABTPé. O médico também atua no desenvolvimento de tecnologias específicas para os pés com a NeoOrtho, fabricante referência em implantes no Brasil.

O aumento da demanda por cirurgias ortopédicas em pés é causado pelo envelhecimento populacional, maior envolvimento das pessoas em atividades esportivas, diabetes e acidentes de trânsito. Entre 2006 e 2024, segundo o Ministério da Saúde, houve aumento de 134,5% no diagnóstico de diabetes no Brasil. “Em casos mais graves da diabetes o paciente pode necessitar de cirurgias extensas com longo períodos de recuperação e até amputação do membro”, completa Sanhudo. 

O médico também aponta como motivo comum as colisões no trânsito. “Com alta frequência de acidentes, ocorrem fraturas graves nesta região anatômica. Desta forma, é estimado que as lesões nos membros inferiores têm se tornado mais frequentes nos últimos anos”, comenta. 

Soluções

O aumento na incidência de lesões reflete numa maior necessidade de produtos específicos no tratamento e incentiva o desenvolvimento de soluções para melhorar a mobilidade e o restabelecimento da qualidade de vida da população. “A NeoOrtho, referência do setor ortopédico no Brasil, lança neste ano o maior portfólio de placas anatômicas de pé do mercado nacional, o sistema Neofix Pé. A nova linha foi desenvolvida para o tratamento de fraturas nas extremidades inferiores, abrangendo a fixação do mediopé, antepé, retropé e tornozelo”, informa o gerente de produtos da empresa, Vladimir Meneghelli.

O médico José Antônio Veiga Sanhudo, que trabalhou no desenvolvimento do sistema Neofix Pé, explica que ele é completo e inclui uma ampla gama de placas anatômicas, de baixo perfil (espessura reduzida), projetadas para atender às particularidades morfológicas dos ossos dessa região tão complexa, facilitando o tratamento cirúrgico e promovendo maior conforto ao paciente.

O sistema apresenta o diferencial da intercambiabilidade de parafusos, proporcionando maior flexibilidade intraoperatória e permitindo ao cirurgião a escolha da melhor configuração conforme a região anatômica.  A nova linha também conta com outros quatro aspectos que se destacam: a aplicação de parafusos cortical e locking de ângulo variável; placas com contornos anatômicos projetadas para se adaptar à anatomia óssea; chaves de autorretenção para acoplamento hexalobular T6, T10 e T15; e a exclusiva placa talo-navicular.

“Em muitos casos o implante ortopédico é a chave para a restauração da mobilidade e da independência, que para muitos significa a volta da alegria e dignidade. Viver em movimento e autonomia é um privilégio, e o papel do ortopedista é assegurá-lo ao maior número de pacientes possível ”, afirma o Sanhudo.

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