Bares pequenos venderam 150% mais em julho deste ano do que o mesmo período em 2019

Segundo a Abrasel, associação que representa o setor, clientes com auxílio emergencial garantiram rendimentos desses empresários

[Bares pequenos venderam 150% mais em julho deste ano do que o mesmo período em 2019]

FOTO: Alex Knight/Pexels

Os botequins espalhados pelos país e os restaurante de bairro ajudaram a puxar o bom desempenho do setor em julho de 2021, com vendas de 120% a 150% acima das registradas no mesmo mês de 2019, antes da pandemia de covid-19. O IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) divulgou nesta terça-feira (14) que os serviços cresceram 1,1% em julho, quarto resultado positivo seguido. 

O presidente da Abrasel (Associação Brasileira de Bares e Restaurantes), Paulo Solmucci, diz que os estabelecimentos brasileiros do segmento puxaram os dados de serviços vendendo em julho 80% mais do que um ano atrás, período em que os poucos locais que mantinham as portas abertas precisaram seguir inúmeras restrições sanitárias. "Mas o importante é notar que operamos em nível equivalente ao do padrão de 2019, que é o ano que nos interessa", explicou Solmucci.

Ele cita que o setor, em termos nominais (o quanto cada empresa ganhou em reais), apresentou leve alta na comparação entre os julhos de 2021 e 2019, mas, descontada a inflação, houve uma queda de 5% no faturamento.

O presidente da Abrasel, que havia previsto em  junho  a retomada de bares e restaurantes a partir do mês seguinte, como foi confirmado pelo IBGE, afirma que os números positivos não se repetem em todo o Brasil. "Vemos Nordeste, Norte e Centro-Oeste crescendo bem mais que o Sudeste, que ainda está operando abaixo de 2019, puxado pelas paralisações em São Paulo. O Sul cresce um pouco também."

Paulo Solmucci acredita que o segundo semestre mostrará uma elevação real (acima da inflação) de 2% a 3% na comparação com 2019. "Com a abertura dos estabelecimentos de São Paulo, que ocorreu em 17 de agosto, e por vermos que os consumidores estão gastando um pouco mais na conta, como se estivessem se dando um presente após tantos meses de confinamento, esperamos resultados bem positivos daqui em diante."

Mas o destaque positivo, dos botequins mais humildes e restaurantes menores, é também motivo de preocupação do dirigente da Abrasel. "Aqueles que faturam menos de R$ 20 mil por mês cresceram 120% a 150% sobre 2019, muito por causa do auxílio emergencial, que era de R$ 600, depois virou R$ 300 e agora está acabando, mas deu aos clientes recursos para continuar frequentando esses ambientes", comentou. "A questão é como vão ficar esses empresários sem esse benefício, principalmente em regiões onde o auxílio é mais importante, como Norte e Nordeste", fala Solmucci. 


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