Boletim médico aponta melhora clínica de Jair Bolsonaro após internação por pneumonia
Ex-presidente permanece internado na UTI do Hospital DF Star, em Brasília

Foto: Reprodução/Redes Sociais
O ex-presidente Jair Bolsonaro apresentou melhora clínica e laboratorial nas últimas 24 horas, de acordo com boletim médico divulgado nesta segunda-feira (16) pelo Hospital DF Star, em Brasília.
Segundo o hospital, houve recuperação da função renal e melhora parcial de marcadores inflamatórios. Apesar da evolução do quadro, Bolsonaro segue internado na Unidade de Terapia Intensiva (UTI) e não há previsão de alta no momento.
O ex-presidente foi internado na manhã da última sexta-feira (13) para tratamento de pneumonia bacteriana decorrente de um episódio de broncoaspiração. Bolsonaro, que cumpre pena na unidade prisional conhecida como Papudinha por tentativa de golpe de Estado, passou mal e foi levado ao hospital.
De acordo com o boletim, a redução parcial dos marcadores inflamatórios indica resposta ao tratamento com antibióticos adotado pela equipe médica.
Um boletim anterior, divulgado no sábado (14), havia registrado piora nas funções renais, quadro que, segundo o DF Star, apresentou recuperação nas últimas 24 horas.
O hospital informou ainda que o ex-presidente segue com suporte clínico intensivo e realiza fisioterapia respiratória e motora.
Desde que foi preso, Bolsonaro já precisou de atendimento médico em outras ocasiões. Em setembro do ano passado, quando ainda estava em prisão domiciliar, ele apresentou vômitos, tontura e queda da pressão arterial.
Em janeiro deste ano, quando estava detido na Superintendência da Polícia Federal, o ex-presidente foi internado após passar mal e bater a cabeça em um móvel dentro da cela.
Também em janeiro, Bolsonaro foi transferido para a Papudinha a pedido da defesa. A unidade possui estrutura de atendimento médico permanente, fisioterapia, barras de apoio na cama e cozinha.
Após a transferência, os advogados voltaram a pedir a concessão de prisão domiciliar, sob a justificativa de fragilidade na saúde do ex-presidente. Os pedidos foram negados pelo ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal.
Uma junta médica da Polícia Federal concluiu que, apesar da necessidade de acompanhamento, Bolsonaro tem condições de permanecer na unidade prisional.


