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Bolsonaro é ouvido pela polícia em investigação sobre arma apreendida no DF

Depoimento durou cerca de 40 minutos e ocorreu na casa onde o ex-presidente cumpre prisão domiciliar

Por Da Redação
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Bolsonaro é ouvido pela polícia em investigação sobre arma apreendida no DF

Foto: Divulgação/Fellipe Sampaio/STF

O ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) prestou depoimento, na tarde desta terça-feira (23), à Polícia Civil do Distrito Federal. O depoimento foi feito presencialmente. A oitiva durou cerca de 40 minutos. O delegado Thiago Boeing, da 17ª Delegacia de Polícia, deixou a residência de Bolsonaro por volta das 15h10.

Segundo informações da CNN, Bolsonaro confirmou a versão apresentada pela assessoria de que havia pedido ao militar que levasse a arma para o conserto. Ele foi ouvido no inquérito que apura as circunstâncias em que uma pistola registrada em seu nome foi encontrada dentro do carro de um militar durante uma blitz em Brasília.

A Polícia Civil havia pedido autorização para ouvir o ex-presidente por videoconferência, mas o ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), negou a solicitação. Na decisão, Moraes citou a existência de restrição legal para o uso de comunicações eletrônicas.

A arma apreendida é uma pistola Glock 9mm. O armamento estava no veículo conduzido por Estácio Leite da Silva Filho, militar ligado ao Gabinete de Segurança Institucional (GSI) e cedido à Casa Civil para atuar na segurança de Bolsonaro.

A pistola tinha registro em nome do ex-presidente, mas foi recolhida porque não estava acompanhada do Certificado de Registro de Arma de Fogo (Craf), documento necessário para o transporte. O militar que transportava a arma afirmou que a levava  para manutenção e que ela seria devolvida depois a Bolsonaro. Ele prestou depoimento e foi liberado no mesmo dia.

A Polícia Civil apura se o episódio deve ser tratado como uma infração administrativa, por causa da ausência do documento durante o transporte, ou se pode configurar crime previsto no Estatuto do Desarmamento.

Pela legislação, transportar, ceder ou manter arma de fogo de uso restrito sem autorização ou fora das regras legais pode resultar em pena de três a seis anos de prisão, além de multa.

Bolsonaro cumpre pena de 27 anos e 3 meses de prisão. Desde 24 de março, ele está em prisão domiciliar humanitária, autorizada por Moraes por um prazo inicial de 90 dias, para se recuperar de uma broncopneumonia.

Em manifestação enviada ao Supremo, a defesa do ex-presidente disse que a arma foi deixada inoperante pela equipe de segurança, sem conhecimento prévio de Bolsonaro. Segundo os advogados, a medida teria sido adotada por causa das condições de saúde mental do ex-presidente.

Ainda de acordo com a defesa, Bolsonaro manuseou a pistola, testou o disparo e percebeu que o mecanismo não funcionava de forma regular. Depois disso, teria pedido a um dos militares responsáveis por sua segurança que levasse o armamento para conserto.

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