Brasil é apontado como maior perdedor do tarifaço de Trump, diz Financial Times
Produtos brasileiros passaram a enfrentar tarifas de até 37,5% para entrar nos EUA

Foto: Casa Branca/Andrea Hanks
O Brasil é, "de longe", o maior perdedor do novo tarifaço imposto pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, segundo avaliação do jornal britânico Financial Times.
Em artigo intitulado "Europa ganha e Brasil perde na reforma tarifária de Trump", a publicação afirma que, enquanto países europeus terão redução nas tarifas para exportar aos Estados Unidos, produtos brasileiros passaram a enfrentar uma carga tributária de até 37,5%, o que reduz a competitividade no mercado norte-americano.
O texto destaca ainda que o Brasil já havia sido alvo de tarifas impostas com base na Seção 301 da Lei de Comércio de 1974 e, agora, passou a enfrentar uma nova rodada de sobretaxas.
"Elas demonstram como Washington está encontrando novas maneiras de manter a principal política comercial de Trump, mesmo após a Suprema Corte ter decidido, em fevereiro, que as tarifas impostas após o 'Dia da Libertação', em abril de 2025, eram ilegais", afirma o artigo.
Brasil passou a enfrentar duas tarifas
Desde esta sexta-feira (24), parte dos produtos brasileiros passou a ser tributada em até 37,5% para entrar nos Estados Unidos, resultado da soma de duas medidas adotadas pelo governo americano.
A primeira entrou em vigor na quarta-feira (22) e impôs uma sobretaxa de 25% sobre parte das importações brasileiras. A medida foi anunciada pelo Escritório do Representante Comercial dos Estados Unidos (USTR), após a conclusão de uma investigação baseada na Seção 301 da Lei de Comércio de 1974.
Segundo o governo Trump, o Brasil adota práticas comerciais consideradas desleais em áreas como comércio digital, acesso ao mercado de etanol, combate ao desmatamento e funcionamento do Pix.
Depois, passou a valer uma nova tarifa de 12,5% sobre produtos de países que, na avaliação dos Estados Unidos, falharam no combate à entrada de mercadorias produzidas com trabalho forçado.
Essa nova cobrança substitui a tarifa global temporária de 10%, aplicada desde fevereiro, após a Suprema Corte dos Estados Unidos invalidar parte das tarifas anunciadas por Trump no chamado "Dia da Libertação", em abril de 2025.


