Caixa arquivou maioria das 205 denúncias de assédio sexual feitas entre 2019 e 2022, diz Justiça
Até o momento, banco não se manifestou

Foto: Agência Brasil
Uma ação do Ministério Público do Trabalho, movida no Tribunal Regional do Trabalho da 10ª Região (TRT-10), aponta que, entre abril de 2019 e julho de 2022, a Caixa Econômica Federal recebeu 205 denúncias de assédio sexual que, em maioria, foram arquivadas. Na última quarta-feira (26), uma liminar determinou que o banco cumpra medidas para combater as práticas.
Segundo a ação, as denúncias de casos de assédio moral e sexual dentro da empresa aumentaram "significativamente" com o passar dos anos. Para o desembargador Pedro Luís Vicentin Foltran, que ordenou a tomada de práticas contra assédio, o fato "revela que a entidade não vem adotando medidas práticas capazes de reduzir" os episódios. A Justiça do Trabalho não detalhou o que ocorreu com as denúncias que não foram arquivadas.
As denúncias vieram à público no fim de junho deste ano e envolvem o nome do ex-presidente do banco Pedro Guimarães, que deixou o comando da Caixa após forte pressão causada pela revelação dos casos. Ele já é alvo de investigação. Na decisão que determina medidas contra assédio, o magistrado Pedro Luís Vicentin Foltran afirma ainda que o aumento das denúncias neste ano aponta um "clima de inércia e impunidade", e confirma que a conduta dos assediadores têm sido "toleradas ou chanceladas". Até o momento, o banco não se manifestou.


