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Camilo vai se reunir de novo com Lula para destravar medida provisória do piso salarial para professores

Ministro da Educação espera que novo valor seja definido ainda esta semana

Por FolhaPress
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Camilo vai se reunir de novo com Lula para destravar medida provisória do piso salarial para professores

Foto: Antonio Cruz / Agência Brasil

JOÃO GABRIEL - O Ministro da Educação, Camilo Santana, afirmou nesta segunda (19) que deve ter uma nova reunião com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) para tratar da medida provisória para reajustar o piso salarial dos professores. Ele também afirmou que quer uma definição ainda nesta semana.

O ministro disse que trabalhou com a Casa Civil, a Secretaria de Relações Institucionais e entidades de representação dos municípios e dos trabalhadores para tentar chegar a um consenso sobre o piso.

"A expectativa é que possa ter uma reunião, se não hoje [nesta segunda] , mais essa semana, com o presidente, para que a gente possa definir [isso]", disse.

Ele afirmou que quer fazer mudanças para dar mais segurança jurídica e previsibilidade ao piso, que foi judicializado por uma série de gestões municipais. "A gente espera que agora, essa semana, a gente já possa anunciar [o novo piso]."

A Folha revelou no início de janeiro que Camilo e Lula bateram o martelo sobre a publicação de uma medida provisória para garantir reajuste acima da inflação para os professores. O plano do MEC era de que o texto fosse publicada já na semana passada. O percentual de reajuste não foi divulgado, mas o cálculo está pronto e teria sido apresentado ao Palácio do Planalto.

Há preocupação na Casa Civil de que a medida provisória abra espaço para questionamentos judiciais, uma vez que o texto vai impor um percentual de reajuste para estados e prefeituras cumprirem. Santana tem mantido conversas com representantes de governos estaduais e municipais. Parte da equipe do MEC considera que em um ano eleitoral, poucos governos vão estar dispostos a entrar na Justiça para barrar um reajuste real para os docentes.

Pelas regras atuais, o piso, que hoje é de R$ 4.867,77, teria um aumento de apenas R$ 18, ou 0,37%, a partir de fevereiro. A inflação de 2025, por sua vez, é de 4%.

O governo precisa publicar a medida provisória até o fim de janeiro para que ela possa valer para o ano letivo. Também nesta segunda, Santana afirmou que o governo federal irá anunciar uma recomposição orçamentária para o Pé-de-Meia e outras rubricas da pasta que foram alvo de corte de verba pelo Congresso Nacional.

"Haverá recomposição orçamentária para garantir a execução do programa neste ano de 2026. A gente quer ver se a gente consegue ampliar esse programa para universalizar, para todos os alunos do ensino médio brasileiro", afirmou. Segundo o ministro a recomposição também deverá incluir universidades e institutos federais que foram alvo de cortes na aprovação do Orçamento pelo Congresso.

"A ideia é que [...] em todo o orçamento que foi cortado, por parte do Ministro de Educação, haja a recomposição em um decreto presidencial que deverá sair nesta semana", disse.

Durante a tramitação do Orçamento no Congresso Nacional, as mudanças feitas por parlamentares resultaram em um corte de R$ 436 milhões no programa Pé-de-Meia, como revelou a Folha de S.Paulo.

Lula, porém, reagiu e agora articula como recompor não só o programa, mas também outras medidas importantes para o governo que foram desidratadas.
A Folha de S.Paulo também mostrou que a aposta no Pé-de-Meia em 2025 causou uma queda nos investimentos do MEC em outras áreas, como uma redução de 42% dos gastos com alfabetização, na comparação com 2024.

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