• Home/
  • Notícias/
  • Brasil/
  • Caso Henry Borel: Jairinho muda de ideia e mantém defesa após possibilidade de transferência de prisão

Caso Henry Borel: Jairinho muda de ideia e mantém defesa após possibilidade de transferência de prisão

Ex-parlamentar e Monique Medeiros, mãe da criança, respondem pela morte do garoto

Por Da Redação
Às

Caso Henry Borel: Jairinho muda de ideia e mantém defesa após possibilidade de transferência de prisão

Foto: Brunno Dantas/TJRJ

O ex-vereador Dr.Jairinho voltou atrás da decisão de destituir a equipe de defesa ao longo da abertura do julgamento pela morte do jovem Henry Borel, de 4 anos. A medida foi anunciada nesta segunda-feira (25), no Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro (TJRJ). O ex-parlamentar e Monique Medeiros, mãe da criança, respondem pela morte do garoto, ocorrida em março de 2011.

A sessão teve início às 9h no 2º Tribunal do Júri da Capital, no Centro do Rio de Janeiro, sob comando da juíza Elizabeth Machado Louro, titular do II Tribunal do Júri.

Ao começar o julgamento, a defesa de Jairinho solicitou o adiamento depois de dizer que o advogado Fabiano Tadeu Lopes sofreu um infarto momentos antes da sessão e não foi para o tribunal.

O ex-vereador chegou a anunciar a destituição de uma parte da banca e disse que não chegou a ter tempo para poder alinhar estratégias com os outros advogados depois de ser informado sobre o estado de saúde de Fabiano

De acordo com a Jairinho, a ideia era que júri seguisse na data anteriormente acordada.

Réu recua após ação do MP

O Ministério Público do Rio de Janeiro (MPRJ) se referiu a medida como uma intenção de prorrogar o julgamento. O promotor responsável pelo caso disse que a defesa acompanha o processo há alguns anos e acusou o réu de "não querer encarar a realidade".

Por causa da chance de adiamento, o MP solicitou a transferência de Jairinho de Bangu 8, que é uma unidade voltada para presos com curso superior e maior visibilidade pública, para Bangu 1, presídio de segurança máxima dedicado a detentos considerados de alto risco.

A juíza Elizabeth Machado Louro também criticou a movimentação da defesa e disse que o Judiciário e a sociedade não poderiam permanecer “reféns” de sucessivas tentativas de interrupção do processo.

“Estamos mais uma vez diante de uma imposição indeclinável de adiamento do processo do julgamento. E, ao me referir à imposição pretendo destacar que as inúmeras tentativas de protelar o julgamento deste processo fazem não só desta julgadora, mas de todos os demais os envolvidos nesse processo, reféns dele”, disse a juíza.

Depois da interrupção da sessão e conversa com os advogados, Jairinho recuou e optou por reconstituir parcialmente a equipe de defesa. Dos aproximadamente 20 profissionais responsáveis por atuarem no caso, quatro foram mantidos para seguir no júri.

Inquérito

A polícia concluiu o inquérito menos de dois meses depois da morte de Henry, no dia 8 de março.

De acordo com a investigação, Monique manteve a relação com Dr. Jairinho apesar de todos os sinais de agressão contra Henry — e por isso a mãe teria contribuído para a morte do filho, já que não afastou o menino do vereador.

O político também foi indiciado por outros dois episódios de tortura contra Henry em fevereiro.

Num deles, dia 12, a própria criança e a babá Thayná Oliveira relataram essas agressões numa ligação por telefone com Monique, que estava num salão de beleza. Por causa disso, a mãe está respondendo por tortura por omissão.

Comentários

Os comentários são de responsabilidade exclusiva de seus autores e não representam a opinião deste site. Se achar algo que viole os termos de uso, denuncie:redacao@fbcomunicacao.com.br
*Os comentários podem levar até 1 minutos para serem exibidos

Faça seu comentário

Nome é obrigatório
E-mail é obrigatório
E-mail inválido
Comentário é obrigatório
É necessário confirmar que leu e aceita os nossos Termos de Política e Privacidade para continuar.
Comentário enviado com sucesso!
Erro ao enviar comentário. Tente novamente mais tarde.