Caso Henry Borel: Monique Medeiros, acusada de homicídio por omissão na morte do próprio filho, é demitida pela Prefeitura do Rio
Monique vinha recebendo normalmente seu salário de professora há cinco anos

Foto: Tomaz Silva/Agência Brasil
Monique Medeiros, acusada de homicídio por omissão na morte do próprio filho, o menino Henry Borel, morto aos 4 anos, foi demitida do cargo de professora da prefeitura do Rio de Janeiro. A decisão foi publicada na edição desta quarta-feira (25) do Diário Oficial do Município. Ela vinha recebendo normalmente seu salário há cinco anos.
Monique deixou a penitenciária Talavera Bruce, no Complexo de Gericinó, na zona oeste do Rio, na última segunda-feira (23). A soltura foi determinada pela juíza Elizabeth Machado Louro, do 2º Tribunal do Júri, após o adiamento do julgamento do caso Henry Borel.
O adiamento foi solicitado pela defesa de Jairo dos Santos Júnior, o Dr. Jairinho, padrasto de Henry e também acusado pelo crime. A defesa alegou falta de acesso às provas. Com a medida, o julgamento foi adiado para o próximo dia 25 de maio.
Relembre o caso
Henry morreu na madrugada de 8 de março de 2021, no apartamento onde morava com a mãe e o padrasto, localizado na Barra da Tijuca, zona sudoeste do Rio.
A criança chegou a ser encaminhada a um hospital particular na Barra da Tijuca, onde o casal alegou que ela teria sofrido um acidente doméstico.
Porém, o laudo da necropsia do Instituto Médico-Legal (IML) apontou que o menino sofreu 23 lesões por ação violenta, incluindo laceração hepática e hemorragia interna.
Com isso, as investigações da Polícia Civil apontaram que Henry era vítima de rotinas de tortura praticadas por Jairinho e que Monique tinha conhecimento das agressões.
Os réus foram presos em abril de 2021 e denunciados pelo Ministério Público do Rio de Janeiro (MPRJ). O padrasto é acusado de homicídio qualificado e a mãe de homicídio por omissão de socorro.


