Caso Marco Buzzi: subprocurador pede suspensão de salário de ministro afastado do STJ
Mesmo fora das funções, magistrado segue com remuneração mensal de cerca de R$ 44 mil

Foto: José Alberto/STJ
O subprocurador-geral do Ministério Público junto ao Tribunal de Contas da União (MPTCU), Lucas Rocha Furtado, pediu ao Tribunal de Contas da União (TCU) que acione o Superior Tribunal de Justiça (STJ) para suspender imediatamente o pagamento da remuneração do ministro Marco Buzzi.
O magistrado foi afastado provisoriamente do STJ nesta semana após ser acusado de assediar a filha de um casal de amigos e uma ex-servidora do gabinete. Ele é alvo de duas investigações e nega as acusações.
Mesmo afastado das funções, o ministro continua recebendo salário. Segundo decisão do STJ, ele está impedido de utilizar o local de trabalho, veículo oficial e demais prerrogativas do cargo, mas mantém a remuneração mensal de cerca de R$ 44 mil.
Com abonos, auxílios, verbas retroativas e outros benefícios, Buzzi recebeu R$ 751 mil brutos no último quadrimestre de 2025, o que representa mais de R$ 600 mil líquidos.
Na representação encaminhada ao TCU, o subprocurador-geral solicita a adoção de medida cautelar para determinar ao STJ a suspensão dos pagamentos enquanto durar o afastamento, citando a gravidade das acusações e a necessidade de preservar os princípios constitucionais da moralidade, eficiência e economicidade.


