Casos de síndrome respiratória grave disparam e sobrecarregam hospital no oeste da Bahia
Unidade em Barreiras registra aumento de 120% e acende alerta para sobrecarga no atendimento

Foto: Ascom/Sesab
O Hospital do Oeste, em Barreiras, registrou um salto nos casos de Síndrome Respiratória Aguda Grave entre janeiro e abril de 2026. As ocorrências passaram de 15 para 33 no período, um aumento de 120%, indicando pressão crescente sobre a rede de saúde da região.
Referência para 36 municípios do oeste baiano, a unidade já enfrenta alta demanda, especialmente nas áreas de emergência e pediatria. A evolução mensal mostra uma tendência de crescimento, apesar de oscilações: foram 15 casos em janeiro, 10 em fevereiro, 24 em março e 33 em abril.
Na capital, Salvador, os números também avançam. Segundo a Secretaria Municipal da Saúde, foram 942 notificações de SRAG entre janeiro e abril deste ano, com 541 confirmações laboratoriais. No mesmo período de 2025, haviam sido 746 registros e 289 confirmações.
De acordo com a Secretaria da Saúde do Estado da Bahia, o cenário reforça a necessidade de ampliar a cobertura vacinal e manter medidas preventivas. Até a 12ª semana epidemiológica, o estado contabilizou 1.732 casos de SRAG, sendo 254 associados à Influenza. A circulação de variantes, como o subclado K da Influenza A (H3N2), tem contribuído para o aumento das internações.
Dados da Fundação Oswaldo Cruz apontam que a Bahia está em nível elevado de incidência da síndrome. A SRAG costuma surgir a partir da piora de quadros gripais, evoluindo para sintomas mais graves, como falta de ar e queda na oxigenação, o que pode exigir internação.
Em Barreiras, a orientação é que pacientes com sintomas leves procurem unidades básicas de saúde, enquanto casos mais graves devem ser direcionados para estruturas como UPA e o próprio Hospital do Oeste. A recomendação das autoridades é evitar a sobrecarga do sistema, utilizando corretamente cada nível de atendimento.


