Cerca de 20 ministros devem deixar o cargo até abril para disputar as eleições; saiba quem são
Maioria disputará cadeira no Senado Federal

Foto: PR/Ricardo Stuckert
Faltam cerca de três meses para o prazo de desincompatibilização de ministros que pretendem disputar as eleições de outubro de 2026. Pela legislação eleitoral, integrantes do primeiro escalão do governo federal precisam deixar os cargos até o início de abril para concorrer a mandatos eletivos.
Estima-se que pelo menos 20 ministros deixem a Esplanada dos Ministérios como parte estratégico do governo federal para fortalecer a base governista no Senado, Câmara dos Deputados e governos estaduais.
O ministro Fernando Haddad deve ser o único a deixar o cargo em fevereiro para coordenar a campanha de reeleição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva.
Senado
A eleição do Senado Federal é considerada como a principal disputa, já que o aumento de aliados na Casa é prioridade do governo. Por isso, apresenta o número mais expressivo.
Rui Costa (PT), Casa Civil, pela Bahia;
Simone Tebet (MDB), Planejamento e Orçamento, por Mato Grosso do Sul ou São Paulo;
Anielle Franco (PT), Igualdade Racial, pelo Rio de Janeiro;
Marina Silva (Rede), Meio Ambiente, por São Paulo;
Alexandre Silveira (PSD), Minas e Energia, por Minas Gerais;
Carlos Fávaro (PSD), Agricultura, por Mato Grosso;
Silvio Costa Filho (Republicanos), Portos e Aeroportos, por Pernambuco;
André Fufuca (PP), Esportes, pelo Maranhão;
Em alguns casos, como os de Simone Tebet e Marina Silva, as candidaturas ainda não foram anunciadas formalmente e são tratadas como hipóteses em análise por aliados e partidos.
Câmara dos deputados
Para a Câmara, o número é um pouco menor, mas significativo:
Wolney Queiroz (PDT), Previdência, por Pernambuco;
Sônia Guajajara (PSOL), Povos Indígenas, por São Paulo;
André de Paula (PSD), Pesca, por Pernambuco;
Paulo Teixeira (PT), Desenvolvimento Agrário, por São Paulo;
Jader Filho (MDB), Cidades, pelo Pará;
Gleisi Hoffmann (PT), Relações Institucionais, pelo Paraná.
Governos estaduais
O vice-presidente da República Geraldo Alckmin (PSB) deve deixar o cargo para também tentar a reeleição ao lado de Lula ou concorrer a governador de São Paulo. Outros dois nomes deixam os cargos para as eleições estaduais:
Renan Filho (MDB), ministro dos Transportes, em Alagoas;
Márcio França (PSB), ministro do Empreendedorismo, em São Paulo, se Alckmin permanecer na chapa presidencial.
Outras saídas
O ministro da Justiça, Ricardo Lewandowski, também sinalizou ao presidente Lula o desejo de deixar o cargo. A motivação não está ligada a política e ele deve deixar o cargo já neste mês de janeiro. Aliados dizem que ele está "cansado de ser ministro".
Ainda neste mês, uma nova reunião com os ministros para definir as substituições e estabilidades das pastas.


