Queda na cela: Conselho de Medicina pede investigação sobre assistência médica a Bolsonaro
Ação ocorre após repercussão de decisão do ministro Alexandre de Moraes; entenda

Foto: Fabio Rodrigues-Pozzebom/ Agência Brasil
O Conselho Federal de Medicina (CFM) determinou nesta quarta-feira (7) que o Conselho Regional de Medicina do Distrito Federal (CRM-DF) instaure, de forma imediata, uma sindicância para investigar a assistência médica prestada ao ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), de 70 anos.
A decisão foi tomada após o CFM receber denúncias formais sobre a garantia de atendimento médico a Bolsonaro, que cumpre pena na Superintendência da Polícia Federal, em Brasília, e sofreu uma queda na cela poucos dias após passar por cirurgias para correção de hérnia e tratar um quadro persistente de soluços.
Em nota, o conselho destacou que “relatos de crises agudas de diferentes naturezas, episódio de trauma decorrente de queda, histórico clínico de alta complexidade, sucessivas intervenções cirúrgicas abdominais, soluços intratáveis e outras comorbidades em paciente idoso exigem um protocolo de monitoramento contínuo e imediato, em que deve ser assegurada assistência médica com múltiplas especialidades pelo estado brasileiro, inclusive em situações de urgência e emergência”.
Confira:

O posicionamento do CFM ocorre após a repercussão da decisão inicial do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Alexandre de Moraes, que negou o pedido da defesa para que Bolsonaro fosse levado a um hospital particular para a realização de exames de imagem após a queda sofrida na madrugada de terça-feira (6).
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Somente após um novo pedido da defesa e pressão de aliados de Bolsonaro, Moraes autorizou, nesta quarta-feira (7), o deslocamento do ex-presidente para a realização dos exames no hospital DF Star.


