Cesta básica custa mais da metade do salário mínimo e 105 horas de trabalho
O valor médio da cesta nas capitais do Brasil está 8,69% mais alto que em 2025

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Um trabalhador que recebe o piso nacional (salário-mínimo) tem 52,02% do salário líquido comprometido apenas com a cesta básica do lar.
O valor médio da cesta nas 27 capitais do país aumentou 8,69% desde 2025, chegando a R$779,95. Para garantir os alimentos básicos, o trabalhador precisa entregar 105 horas e 51 minutos de trabalho por mês, considerando a jornada de uma escala 5x2.
Os dados são da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) e do Dieese (Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos). De acordo com a pesquisa, o salário-mínimo necessário para garantir a manutenção de uma família de quatro pessoas deveria ser de R$8.110,92, cerca de cinco vezes o piso nacional atual (R$1.621).
O valor estimado supera não somente o atual piso, como o rendimento médio nacional apurado na última pesquisa do IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) de R$3.726. A média do salário no Brasil é R$4,4 mil a menos do que o considerado necessário.
A Cesta Básica
O preço do conjunto contendo itens essenciais à alimentação do brasileiro varia de acordo com a localidade. Na capital baiana, o reajuste no preço dos alimentos contribuiu para um aumento de cerca de 16,43% em relação ao ano passado, em 2025. A cesta em Salvador está custando R$707,28 e 94 horas e 29 minutos de horas trabalhadas.
Salvador ocupa o 22º lugar entre as 27 capitais brasileiras. São Paulo registrou a cesta básica mais cara, chegando a custar R$965,47 e exigindo 131 horas e 2 minutos de trabalho. Na sequência estão as capitais Cuiabá (MT), Rio de Janeiro (RJ), Florianópolis (SC) e Porto Alegre (RS) exigindo mais de 120 horas trabalhadas para adquirir os alimentos básicos.


