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Cesta básica de Salvador apresenta variação positiva de 0,41% em relação a setembro

Segundo Diesee, a cesta da capital baiana foi a quarta mais barata, com valor de R$ 562,59

Por Da Redação
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Cesta básica de Salvador apresenta variação positiva de 0,41% em relação a setembro

Foto: Valter Campanato/Agência Brasil

De acordo a Pesquisa Nacional da Cesta Básica de Alimentos realizada pelo Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (DIESEE), em outubro de 2022, o preço da cesta básica da cidade de Salvador apresentou variação positiva de 0,41% em relação a setembro. 

A cesta da capital baiana foi a quarta mais barata, com valor de R$ 562,59. Em comparação com outubro de 2021, a cesta aumentou 15,38%. Na variação acumulada ao longo do ano, a elevação foi de 8,56%.

De setembro para outubro, entre os 12 produtos que compõem a cesta básica, 5 tiveram aumento nos preços médios, na comparação com o mês anterior: banana (9,25%), tomate (3,78%), carne bovina de primeira (1,93%), arroz agulhinha (0,60%) e açúcar cristal (0,46%). Outros 7 produtos apresentaram queda de preço: feijão carioquinha (-6,36%), leite integral (-5,67%), manteiga (-2,46%), café em pó (-0,69%), farinha de mandioca (-0,62%), óleo de soja (-0,44%) e pão francês (-0,14%).

No acumulado dos últimos 12 meses, foram registradas elevações em 10 dos 12 produtos da cesta: leite integral (55,24%), café em pó (39,75%), banana (36,60%), pão francês (29,90%), farinha de mandioca (28,74%), manteiga (27,81%), açúcar cristal (19,18%), feijão carioquinha (18,50%), óleo de soja (9,76%) e carne bovina de primeira (0,35%). Apenas o arroz agulhinha (-6,03%) e o tomate (-1,06%) acumularam taxa negativa.

Em outubro, o trabalhador de Salvador, remunerado pelo salário mínimo de R$ 1.212,00, precisou trabalhar 102 horas e 07 minutos para adquirir a cesta básica. Em setembro de 2022, o tempo de trabalho necessário foi de 101 horas e 43 minutos, e, em outubro de 2021, de 97 horas e 31 minutos.

Considerando o salário mínimo líquido, após o desconto de 7,5% da Previdência Social, o mesmo trabalhador precisou comprometer, em outubro de 2022, 50,18% da remuneração para adquirir os produtos da cesta básica, que é suficiente para alimentar um adulto durante um mês. Já em setembro, o percentual comprometido foi de 49,98% e, em outubro de 2021, de 47,92%.

A pesquisa aponta que o valor do conjunto dos alimentos básicos aumentou em 12 das 17 capitais analisadas.

Entre setembro e outubro, as altas mais expressivas ocorreram em Porto Alegre (3,34%), Campo Grande (3,17%), Vitória (3,14%), Rio de Janeiro (3,10%), Curitiba e Goiânia (ambas com 2,59%). Já as reduções mais importantes ocorreram em algumas cidades do Norte e Nordeste: Recife (-3,73%), Natal (-1,40%), Belém (-1,16%), Aracaju (-0,61%) e João Pessoa (-0,49%). 

Nas cidades do Norte e Nordeste, onde a composição da cesta é diferente, os maiores valores médios foram registrados em Belém (R$615,22), Natal (R$573,40), Salvador (R$ 562,59), João Pessoa (R$ 559,57) e Recife (R$ 558,40).

Porto Alegre foi a capital onde o conjunto dos alimentos básicos apresentou o maior custo (R$ 768,82), seguida por São Paulo (R$ 762,20), Florianópolis (R$ 753,82), Rio de Janeiro (R$ 736,28) e Campo Grande (R$ 733,65).

A comparação dos valores da cesta, entre outubro de 2022 e outubro de 2021, mostrou que todas as capitais tiveram alta de preço, com variações que oscilaram entre 5,48%, em Vitória, e 15,38%, em Salvador. 

Em 2022, o custo da cesta básica apresentou elevação em todas as cidades, com destaque para as variações acumuladas em Campo Grande (14,39%), Goiânia (13,15%), Porto Alegre (12,58%), Brasília (12,47%) e Curitiba (10,80%). Em Recife, foi observado o menor percentual (4,89%).

Salário mínimo

Em outubro de 2022, o salário mínimo necessário para a manutenção de uma família de quatro pessoas deveria ter sido de R$ 6.458,86, ou 5,33 vezes o mínimo de R$ 1.212,00. Em setembro, o valor necessário era de R$ 6.306,97 e correspondeu a 5,20 vezes o piso mínimo. Em outubro de 2021, o valor do mínimo necessário deveria ter ficado em R$ 5.886,50 ou 5,35 vezes o valor vigente na época, de R$ 1.100,00. 

Quando se compara o custo da cesta e o salário mínimo líquido, ou seja, após o desconto de 7,5%, referente à Previdência Social, verifica-se que o trabalhador remunerado pelo piso nacional comprometeu em média, em outubro de 2022, 58,78% do rendimento para adquirir os produtos alimentícios básicos, mais do que em setembro, quando precisou usar 58,10%. Em outubro de 2021, quando o salário mínimo era de R$ 1.100,00, o percentual ficou em 58,35%.

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