Com encerramento da CPI do Crime Organizado, Congresso deixa de investigar profundamente o Banco Master
Comissão encerra os trabalhos nesta terça-feira (14), após o presidente do Senado, Davi Alcolumbre, ter decidido não entender o prazo

Foto: Agência Senado
Com o fim da Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) do Crime Organizado, o Congresso perde a última tentativa de investigar profundamente o Banco Master. O colegiado realiza sua última sessão nesta terça-feira (14), quando o relator Alessandro Vieira (MDB) irá apresentar o relatório final após o presidente do Senado, Davi Alcolumbre (UB), ter decidido não estender o prazo dos trabalhos.
Nas negativas de estender as investigações, a justificativa dada por Alcolumbre foi a repercussão do caso em meio ao ano eleitoral e a espetacularização dos colegiados.
O caso Master ganhou projeção após a prisão do ex-banqueiro Daniel Vorcaro e da liquidação decretada pelo Banco Central, além de suposto envolvimento de ministros do Supremo Tribunal Federal (STF).
No entanto, mesmo com tentativas de convocações, o banqueiro ou os demais sócios nunca chegaram a ser ouvidos pela comissão. A maioria deles tiveram liberação da Corte para não comparecer sob o princípio da não autoincriminação.
A última iniciativa em atividade para investigar o Master é através do grupo de trabalho de sete senadores da Comissão de Assuntos Econômicos (CAE). Porém, o grupo não tem mesmo poder de investigação de uma CPI.
Integram no CAE: o líder Renan Calheiros (MDB-AL); Eduardo Braga (MDB-AM); Espiridião Amin (PP-SC); Randolfe Rodrigues (PT-AP); Alessandro Vieira (MDB-SE); Leila Barros (PDT-DF); e Damares Alves (Republicanos-DF).
Relatório pede indiciamento de ministros do STF
O parecer pede o indiciamento dos ministros Alexandre de Moraes, Dias Toffoli e Gilmar Mendes, do STF, e o procurador-geral da República, Paulo Gonet. O relator Alessandro Vieira atribui aos três magistrados crimes de responsabilidade, que poderiam fundamentar pedidos de impeachment.
O indiciamento é a atribuição da prática de crimes a determinadas pessoas. O relatório ainda precisa ser aprovado pela CPI, em sessão prevista para esta terça-feira (14).


