Como falta de chuva histórica no Brasil traz risco de inflação

Alerta de emergência hídrica foi emitida na última sexta-feira (28)

Por Da Redação
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Como falta de chuva histórica no Brasil traz risco de inflação

Foto: Reprodução/Getty Images

O Sistema Nacional de Meteorologia (SNM) emitiu na sexta-feira (28) um alerta de emergência hídrica entre junho e setembro para os seguintes estados: Minas Gerais, Goiás, Mato Grosso do Sul e Paraná. 

O comunicado descreve a falta de chuvas na região da bacia do rio Paraná, que concentra as usinas hidrelétricas Jupiá, Ilha Solteira, Porto Primavera e Itaipu.

O impacto mais direto desse quadro de emergência é no preço da energia elétrica, pois com a menor oferta de energia a partir das hidrelétricas, o país precisa acionar usinas térmicas, o qual a produção é mais poluente e custa mais caro. 

No início de maio, a Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) já havia acionado a bandeira vermelha patamar 1, mas como perspectiva baixa para os próximos meses, a cobrança pode ser mais alta. Desta forma, a bandeira vermelha patamar 2 pode ser acionada. 

Outros impactos

Além do aumento da energia elétrica, a falta de chuvas também interrompeu a quebra de safras produtoras de alimentos, que são consideradas importantes em muitas regiões. milho, açúcar, café, trigo, laranja, carne, ovo, leite e combustíveis podem ter seus preços elevados por causa da seca.

O efeito da alta do milho é uma espécie de reação em cadeia, já que a maior parte da produção vira insumo na indústria de proteína animal. Assim, com as rações mais caras, a tendência é de aumento também nos preços da carne de porco e de frango.

Especialistas ouvidos pela BBC News concordaram que todos os efeitos vão aparecer nos índices de inflação nos próximos meses, concentrados nos grupos habitação e alimentação no domicílio. Sendo o último responsável por quase 20% do Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), o índice de inflação oficial do país. A estimativa é que a inflação encontre o teto da meta prevista pelo Banco Central, de 5,25%.

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